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HealthShot

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01 NOV · Nº 148

Bom dia, cafeinado.

A radioterapia pode acionar células que protegem o tumor, e cientistas de Chicago acharam a proteína que liga esse freio, enquanto o Ebola no Congo passa de 5 mil mortes. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🧬Radioterapia: o freio imune tem alvo01↓
🦠Ebola no Congo chega a 5 mil óbitos02↓
🧫Isca protege cólon de toxina bacteriana03↓
👁️Norrin preserva visão de ratos diabéticos04↓
🧠RAGE explica dano cerebral precoce05↓
 

Quem banca a edição de hoje

AI Won’t Replace Ranchers. But It Will Change Who Wins.

AI can analyse data. 

AI can generate recommendations. 

But someone still has to make things happen in the real world. 

DIT AgTech combines hardware, AI, nutrition automation and real-time data to turn intelligence into action across livestock operations. 

It gives ranchers technology that works alongside them, automating supplementation and helping them produce more with less. 

That's Physical AI. 

And it's already operating in the real world, across 500+ deployed units and 370,000 head of livestock on the platform. 

As AI moves from screens into the physical economy, DIT AgTech is building the infrastructure for it in livestock production. 

And the market is massive. 

Livestock is still one of the world's least automated major industries. The race to bring Physical AI to it has barely begun. 

Be one of the first to see where this is going.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi

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01  A manchete↑ índice

Cientistas mostram como desligar o freio imune que a radioterapia aciona

Pesquisadores da Universidade de Chicago identificaram como fazer células imunes reprogramadas pela radioterapia atacarem tumores em vez de protegê-los. O estudo, na Cancer Cell, mostra que a radiação ativa a proteína TET2 nessas células da medula óssea, que remove marcas químicas do RNA e as prende em estado supressor.

A radioterapia, recebida por 50% a 60% dos pacientes com câncer, mata células tumorais ao danificar o DNA. Em alguns casos também provoca a expansão das MDSCs, células da medula que chegam aos tumores e bloqueiam os linfócitos T CD8⁺, principais matadores de tumor do sistema imune. Nos pacientes, mais MDSCs após a radiação se associam a sobrevida menor e maior risco de metástase.

A equipe analisou o sangue de 33 pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas em estágio IV, colhido antes e depois do tratamento em um ensaio que combinava radiação de alta dose com nivolumabe e ipilimumabe. As MDSCs tinham os maiores níveis de TET2 entre todas as células imunes, e o nível subiu mais após a radiação em quem não respondeu.

Em camundongos com TET2 removido só das células mieloides, os tumores de cólon, melanoma e pulmão cresceram mais devagar após a radiação, os animais sobreviveram mais e tiveram metástases pulmonares menos numerosas e menores. Com o TET2 bloqueado, as mesmas células passaram a combater o câncer, e radiação e imunoterapia encolheram os tumores.

O alvo foi testado em camundongos e aparece elevado em pacientes que não responderam, o que sugere um parceiro futuro para a radioterapia.

Fonte: Medical Xpress

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Pacientes com radioterapia e imunoterapia: a estratégia reduziu tumores e metástases em camundongos.

▼ Perde

As MDSCs: sem TET2, deixam de proteger o tumor e passam a combatê-lo.

 
 
02  Saúde global↑ índice

Surto de Bundibugyo no Congo chega a 10.351 casos e 5.026 óbitos

Os dados do Ministério da Saúde do Congo divulgados no sábado mostram 5.026 mortes entre 10.351 infectados no surto causado pelo vírus Bundibugyo, uma letalidade próxima de 50%. O surto foi declarado em meados de maio e pegou as autoridades de surpresa. Já é o segundo mais letal da história do Ebola, atrás apenas do de 2014 a 2016 na África Ocidental, que matou 11 mil pessoas. Também há casos registrados em outros países africanos.

Até agora, 2.788 pessoas se recuperaram. O Bundibugyo não tem vacina nem tratamento conhecidos, e as equipes tratam os sintomas. A doença chegou a 67 das 178 zonas de saúde do país, em oito das 26 províncias, e 50 dessas 67 zonas têm casos ativos. Ituri e Kivu do Norte são os epicentros, com 9.782 casos confirmados e 4.792 mortes.

Rastreio de contatos e testes seguem como gargalo. Segundo o Africa CDC, cerca de 80% dos novos casos vêm de fora da cadeia de contatos monitorados, em cadeias de transmissão desconhecidas das autoridades. Um terço das mortes ocorre fora dos centros de tratamento, antes de qualquer teste, segundo Patrick Otim, da OMS, o que alimenta transmissão comunitária fora do alcance das equipes.

Sem vacina nem tratamento e com 80% dos novos casos fora da lista de contatos, o controle do surto depende de achar as cadeias que ninguém vê.

Fonte: Medical Xpress

A dose exata

5.026 Mortes confirmadas no surto de Ebola (Bundibugyo) no Congo, entre 10.351 infectados, segundo o Ministério da Saúde.

 

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Espresso

Bactérias Cientistas do Gladstone Institutes descreveram os retrons tipo VI, defesa bacteriana que usa DNA para ativar uma toxina e levar a bactéria infectada a se autodestruir, com potencial para ferramentas de edição de DNA. →

Visão Em retinas humanas em miniatura cultivadas em laboratório, pesquisadores da Johns Hopkins viram que um derivado da vitamina A e hormônios da tireoide trabalham juntos para moldar a foveola, região de visão mais nítida. →

Criatividade Um estudo com 14.658 gêmeos na Suécia liga criatividade artística, mas não científica, a pior saúde mental, e indica que a forma de medir a criatividade pesa no resultado. →

 
 
03  Câncer↑ índice

Isca molecular protege camundongos de toxina bacteriana ligada ao câncer de cólon

Pesquisadores do Johns Hopkins Kimmel Cancer Center descobriram a etapa que faltava para entender como uma bactéria comum do intestino ajuda a provocar tumores no cólon. O estudo, publicado na Nature, identifica a proteína claudina-4 como ponto de ancoragem essencial da toxina BFT, produzida pela Bacteroides fragilis.

Havia quase duas décadas que cientistas sabiam que a toxina danifica o cólon e favorece tumores, mas faltava explicar como ela se prende às células do intestino no início do ataque. A descoberta revela uma vulnerabilidade, e o time já criou uma isca molecular que intercepta a toxina antes de ela lesionar as células. A estratégia protegeu camundongos dos efeitos nocivos da BFT.

A Bacteroides fragilis pode estar no intestino de até 20% das pessoas saudáveis, e a presença da bactéria não significa que alguém terá câncer. Apenas certas cepas produzem a toxina capaz de romper o revestimento protetor do cólon, causar inflamação e estimular o crescimento de tumores.

Em 2009, a equipe de Cynthia Sears já havia mostrado na Nature Medicine que a toxina podia promover tumores de cólon, o que ligou bactérias produtoras de toxina, inflamação crônica e câncer colorretal. A pesquisa teve apoio parcial do NIH.

Se a isca funcionar também em humanos, o cólon poderia ganhar proteção nova contra a BFT, mas por ora há resultado só em camundongos.

Fonte: ScienceDaily

Ouvido no balcão

Understanding how bacterial toxins work can open doors to new approaches for detection and therapy for associated diseases, including diarrhea, colorectal cancer and bloodstream infections.

Cynthia Sears, professora de medicina na Johns Hopkins, ScienceDaily

 
 
04  Diabetes↑ índice

Norrin preserva a visão de ratos diabéticos e abre caminho para nova terapia

Pesquisadores da Universidade de Michigan mostraram que o tratamento com a molécula norrin previne a perda de visão em ratos diabéticos. O estudo, publicado na revista Diabetes, mira a retinopatia diabética, complicação que danifica os vasos sanguíneos da retina.

No início, a retinopatia pode não causar sintomas, mas, com o diabetes mal controlado, pode levar à cegueira. Os tratamentos atuais miram o VEGF, proteína que causa crescimento anormal de vasos e vazamento. Os anti-VEGF exigem várias injeções e não controlam por completo a doença em metade dos pacientes.

Nos ratos, depois que o diabetes se instalou, os níveis de norrin caíram, e a queda veio junto com a perda de visão. Ao receberem injeções de norrin, os animais não perderam visão. O tratamento também reduziu a perda de células nervosas e evitou morte de células da retina e inflamação, tanto em fases iniciais quanto tardias do diabetes.

Começar o norrin mesmo depois da perda de visão impediu novas perdas em ratos. Em estudos anteriores, a equipe mostrou em células que o norrin reverte os efeitos do VEGF na barreira dos vasos. Para David Antonetti, os resultados ajudarão a desenvolver terapias.

Para quem tem diabetes, a retinopatia pode começar sem sintoma, e a alternativa aos injetáveis atuais ainda está só em ratos.

Fonte: Medical Xpress

 
 
05  Neurologia↑ índice

Pesquisa aponta o RAGE dos neutrófilos como motor do dano precoce no cérebro após hemorragia

Uma equipe do Japão e dos EUA, liderada por Hiroshi Ishii e Osamu Hori, da Universidade de Kanazawa, identificou o RAGE dos neutrófilos como motor do dano precoce aos vasos cerebrais após a hemorragia subaracnóidea (HSA). O estudo foi publicado no Journal of Cerebral Blood Flow & Metabolism.

A HSA é uma forma grave de AVC, em geral causada pela ruptura de um aneurisma cerebral. Mesmo com a fonte do sangramento controlada, a queda do fluxo sanguíneo, o vasoespasmo, a inflamação e o edema cerebral podem continuar piorando o desfecho neurológico.

Em camundongos normais, a HSA causou piora neurológica, vasoespasmo marcado nas grandes artérias cerebrais e perda substancial de perfusão no córtex. Nos camundongos sem RAGE, a função neurológica e a perfusão melhoraram bastante, e o vasoespasmo diminuiu. Neutrófilos positivos para MPO se acumularam em volta das artérias cerebrais já nas primeiras horas, com aumento marcante até as seis horas, e esse acúmulo foi fortemente suprimido sem RAGE.

O mecanismo envolve moléculas de alarme, como a HMGB1, liberadas pelo hematoma e pelo tecido lesionado, que ativam respostas inflamatórias dependentes de RAGE nos neutrófilos e estimulam a migração deles. Suprimir a sinalização do RAGE também melhorou o vasoespasmo e os déficits neurológicos.

O dano ao cérebro após a HSA continua depois que o sangramento é contido, e o RAGE surge como alvo para futuros tratamentos, por ora em camundongos.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Novos dados do Ministério da Saúde do Congo sobre o Ebola: os últimos, de sábado, mostram 5.026 mortes e 10.351 casos.

Depois de amanhã · Eleições de meio de mandato nos EUA (terça-feira): segundo o STAT, o resultado afeta a política de saúde, com um Congresso democrata podendo desacelerar políticas e ampliar investigações, e um republicano podendo impulsionar a agenda do partido.

Pra viagem

Marque hoje um exame de fundo de olho com o oftalmologista, se você tem diabetes, já que a retinopatia pode não dar sintoma no início.

Do receptor que faltava para a toxina ao freio que a radiação liga nas defesas, o dia mostrou que achar o ponto exato de contato costuma vir antes de qualquer remédio. Falta, quase sempre, a etapa que sai do camundongo e chega ao paciente.

 
 
 
HealthShot Quiz

Segundo o estudo da Universidade de Chicago, qual proteína a radioterapia ativa nas células imunes da medula óssea, prendendo-as em um estado que protege o tumor?

ATET2
BRAGE
CClaudina-4
DVEGF

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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