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HealthShot

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04 NOV · Nº 151

Bom dia, cafeinado.

A troca de válvula do coração por cateter ganha espaço entre pacientes de 60 a 69 anos, e um estudo de fase 3 em distrofia muscular frustra a Servier. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🫀Válvula por cateter cresce entre mais jovens01↓
👁️Glaucoma volta a piorar em 1 de cada 402↓
🧬Parentescos ocultos aceleram busca por genes03↓
💊Servier tem revés em distrofia de Becker04↓
🦠Astrovírus usa o muco para sair do intestino05↓
 

Quem banca a edição de hoje

AI Won’t Replace Ranchers. But It Will Change Who Wins.

AI can analyse data. 

AI can generate recommendations. 

But someone still has to make things happen in the real world. 

DIT AgTech combines hardware, AI, nutrition automation and real-time data to turn intelligence into action across livestock operations. 

It gives ranchers technology that works alongside them, automating supplementation and helping them produce more with less. 

That's Physical AI. 

And it's already operating in the real world, across 500+ deployed units and 370,000 head of livestock on the platform. 

As AI moves from screens into the physical economy, DIT AgTech is building the infrastructure for it in livestock production. 

And the market is massive. 

Livestock is still one of the world's least automated major industries. The race to bring Physical AI to it has barely begun. 

Be one of the first to see where this is going.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi

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01  A manchete↑ índice

Troca de válvula por cateter cresce quase nove vezes entre pacientes com menos de 70 anos

Um estudo de um sistema de saúde dos EUA mostra que o número anual de implantes de válvula aórtica por cateter (TAVR) em pacientes com menos de 70 anos saltou de 15 em 2014 para 134 em 2024. O trabalho foi publicado no Journal of the Society for Cardiovascular Angiography & Interventions e apresentado no TCT 2026.

A análise retrospectiva olhou 5.755 procedimentos no Baylor Scott & White Health ao longo de 11 anos: 1.008 TAVR e 4.747 cirurgias abertas (SAVR). A cirurgia continuou sendo a abordagem predominante em todas as faixas etárias estudadas. O avanço do cateter veio sobretudo de pacientes de 60 a 69 anos, cujo volume anual passou de 14 para 121, enquanto o uso abaixo dos 60 seguiu comparativamente limitado.

O TAVR leva a nova válvula por um cateter, em geral sem abrir o tórax, e costuma permitir recuperação mais curta que a cirurgia. Nos resultados iniciais, a lesão renal aguda sem ajuste foi menor após TAVR do que após SAVR nas faixas de 50 a 59 e de 60 a 69 anos. Lesão renal aguda e sangramento após TAVR caíram no período, mas AVC e mortalidade em 30 dias não mostraram tendência significativa.

Para os mais jovens, a decisão é mais complexa, porque o primeiro procedimento pode afetar as opções futuras. Os autores citam durabilidade da válvula biológica, deterioração estrutural e possível necessidade de novas intervenções como pontos centrais. Srinivasa Potluri, diretor regional de cardiologia do sistema e coautor, afirma que a escolha vai além do procedimento inicial. Vale lembrar que os dados vêm de um único sistema de saúde.

Quem tem entre 60 e 69 anos e uma válvula doente ganha uma opção sem cirurgia aberta, mas precisa pesar a durabilidade da prótese com o médico.

Fonte: Medical Xpress

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Pacientes de 60 a 69 anos ganham uma opção de recuperação mais curta, sem abrir o tórax.

▼ Perde

Pacientes mais jovens enfrentam escolha complexa: o primeiro procedimento pode limitar intervenções futuras.

 
 
02  Oftalmologia↑ índice

Estudo mede o risco de o glaucoma voltar a progredir após o primeiro sinal de piora

Um estudo publicado em 22 de outubro no JAMA Ophthalmology avaliou a chance de o campo visual voltar a piorar depois de um primeiro evento de progressão no glaucoma. A equipe de Davina A. Malek, do Bascom Palmer Eye Institute, em Miami, analisou 635 olhos de pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou suspeita da doença.

Ao longo de uma média de 12,4 anos de acompanhamento, 26,3% tiveram recorrência. A incidência cumulativa foi de 13,8% em três anos e de 43,5% em dez anos.

Perda de campo mais rápida antes do primeiro evento, pressão intraocular média mais alta depois dele e idade mais avançada ficaram associadas a mais recorrência. Cada 10% a mais de redução da pressão ficou ligado a risco menor. Em olhos com perda mais rápida que 1,0 dB por ano antes do evento, a recorrência foi de 42,7%, contra 23,4% nos de progressão mais lenta.

Os autores escrevem que os resultados podem ajudar a direcionar monitoramento intensificado e redução da pressão para olhos de maior risco. Vários deles declararam ligações com a indústria de tecnologia em saúde ou farmacêutica.

Quem já teve um primeiro sinal de piora precisa de acompanhamento mais próximo, e baixar a pressão do olho se associa a menos recaídas.

Fonte: Medical Xpress

A dose exata

15 para 134 Foi o salto anual de TAVR em menores de 70 anos no Baylor Scott & White Health entre 2014 e 2024. A cirurgia aberta seguiu predominante.

 

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Espresso

Sarampo Uma criança morreu de sarampo no norte rural do estado de Nova York, a primeira morte pela doença no estado em 30 anos. →

HIV A FDA deu aprovação tentativa à Dr. Reddy's Laboratories para fabricar uma versão genérica de um medicamento injetável de prevenção do HIV. →

UTI Em estudo de um hospital da Flórida, 64% dos pacientes da UTI desenvolveram anemia hospitalar, com internações mais longas. →

 
 
03  Genética↑ índice

Parentescos escondidos no DNA aceleram a busca por genes de ELA e demência frontotemporal

Pesquisadores do Macquarie University Brain Institute and Clinic montaram novas famílias genéticas ao analisar o DNA de 3.524 pessoas com demência frontotemporal (FTD) e doença do neurônio motor (DNM, também chamada ELA), da Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido. Eles usaram a análise de parentesco críptico para identificar parentes de irmãos a primos de terceiro grau.

Publicado na revista Brain, o trabalho encontrou 793 pares aparentados e mais de 30% de relações antes desconhecidas. Com elas, a equipe construiu 73 novas árvores genealógicas baseadas em DNA, a partir de pessoas sem explicação genética para a doença. A autora principal, Lyndal Henden, explica que esses vínculos são difíceis de ver em doenças de início adulto, porque nem todo portador de variante adoece e o histórico familiar pode ser incompleto.

O grupo também mapeou ancestralidade compartilhada em torno de genes conhecidos, o que revelou redes fundadoras: pessoas que carregam a mesma alteração, incluindo nos genes SOD1 e C9orf72, herdada de um ancestral distante. Essas redes conectaram famílias aparentemente sem relação, inclusive casos esporádicos, nos três países. O estudo mostrou ainda que os rótulos tradicionais de doença familiar e esporádica nem sempre refletem a genética de fundo.

Famílias maiores dão mais material para achar variantes ligadas à doença, o que pode encurtar o caminho até novos genes.

Fonte: Medical Xpress

Ouvido no balcão

Family history does not always tell the whole story in MND and FTD

Lyndal Henden, autora principal, Macquarie University, via Medical Xpress

 
 
04  Biotech↑ índice

Servier avalia seus dados após estudo de fase 3 do sevasemten não frear a distrofia de Becker

A farmacêutica francesa Servier disse na terça-feira (3) que o sevasemten, droga experimental comprada em junho por US$ 1,55 bilhão em dinheiro, não conseguiu frear uma forma rara de distrofia muscular em um longo estudo controlado por placebo. A compra previa ainda cerca de US$ 1 bilhão em marcos potenciais.

O resultado surpreende porque o medicamento, desenvolvido originalmente pela Edgewise Therapeutics, havia mostrado resultados promissores em um estudo randomizado menor. Para os pacientes com distrofia muscular de Becker, que hoje não têm nenhum tratamento aprovado, o revés é uma notícia ruim. Trata-se do primeiro grande teste do ativo sob a Servier.

Em comunicado, a empresa afirmou que os resultados do estudo pivotal, que ela chama de GRAND CANYON, não estão alinhados com certos achados de estudos clínicos anteriores. A Servier diz conduzir uma análise abrangente dos dados do estudo, junto com os dados clínicos relevantes anteriores, para entender melhor e caracterizar o que foi observado.

Um estudo pequeno promissor não garantiu resultado em fase 3, e o futuro do sevasemten depende agora da análise da Servier.

Fonte: STAT News

 
 
05  Infectologia↑ índice

Astrovírus usa a produção de muco para sair do intestino sem destruir o tecido

Biólogos celulares da UC Santa Cruz descreveram, em estudo no PLOS Pathogens, como o astrovírus deixa as células do intestino. Rotavírus e norovírus invadem o intestino delgado, se multiplicam e podem romper o revestimento do órgão, deixando um rastro de destruição celular. O astrovírus, que infecta o mesmo órgão e causa diarreia pediátrica no mundo todo, adota uma estratégia mais discreta, sem dano ao tecido.

A equipe descobriu que o vírus depende da secreção de muco pelas células caliciformes como caminho coordenado para completar o ciclo de replicação. Segundo a autora sênior Valerie Cortez, o achado revela possíveis novos alvos para tratar a diarreia pediátrica. Ela afirma que, antes do estudo, a via de saída do astrovírus era amplamente desconhecida, ao contrário da de norovírus e rotavírus.

O trabalho parte de uma descoberta anterior do laboratório: o astrovírus mira as células caliciformes, que formam a fina camada de muco que isola a parede intestinal e impede que a maioria dos micróbios chegue ao resto do corpo. O vírus de RNA infecta aves e mamíferos e, em humanos, é um dos principais causadores de diarreia infantil, sobretudo onde o acesso à água é precário. Globalmente, a diarreia é uma das principais causas de morte de crianças com menos de 5 anos.

Entender a saída do vírus abre caminho para tratar a diarreia pediátrica, mas o achado ainda é de laboratório.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · STAT analisa o que as eleições de meio de mandato dos EUA significam para política de saúde, MAHA e seguros de saúde.

Hoje · Servier segue analisando os dados do estudo GRAND CANYON do sevasemten.

Hoje · Funcionários do Mass General Brigham aguardam detalhes após a carta vaga da presidente Anne Klibanski sobre mudanças no sistema.

Pra viagem

Anote a pressão intraocular e a data do último exame de campo visual e leve a lista à próxima consulta de glaucoma.

Entre cateteres, famílias escondidas no DNA e um remédio que não repetiu o resultado inicial, o dia mostra que decidir bem depende de dados que ainda estão chegando.

 
 
 
HealthShot Quiz

Quantos procedimentos de TAVR por ano em pacientes com menos de 70 anos o Baylor Scott & White Health registrou em 2024?

A15
B121
C134
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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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