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HealthShot

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11 OUT · Nº 127

Bom dia, cafeinado.

Imunoterapia antes da cirurgia manteve 32 pacientes com câncer de intestino sem recidiva em quase três anos, e a solidão aparece com preço em anos de saúde. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🧬Imunoterapia e câncer de intestino01↓
🫂Solidão e anos de saúde02↓
🧠Sinais do Alzheimer precoce03↓
💊Aspirina em dose menor04↓
🌬️Respiração intensa e cérebro05↓
 

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01  A manchete↑ índice

Imunoterapia antes da cirurgia mantém câncer de intestino sem volta em 32 pacientes

Um curso curto de imunoterapia antes da cirurgia manteve o câncer de intestino afastado em um grupo de pacientes com a doença em estágio dois ou três. No estudo NEOPRISM-CRC, 32 pessoas com uma forma genética específica do tumor receberam pembrolizumabe por até nove semanas antes da operação.

O esquema entrou no lugar da quimioterapia que costuma vir depois da cirurgia. Depois de quase três anos de acompanhamento, nenhum dos 32 pacientes teve recidiva. O ScienceDaily resumiu o resultado com a expressão 'melted away', algo como 'derreteu'.

O dado inclui os pacientes que ainda tinham pequenos vestígios da doença depois do tratamento. Mesmo nesse grupo, o câncer não voltou no período acompanhado, o que reforça a durabilidade do efeito observado e afasta a leitura de que só os casos mais simples responderam.

Há limites claros. São 32 pessoas, todas com uma forma genética específica de câncer de intestino, e o seguimento é de quase três anos, não de uma década. O resultado vale para esse perfil de paciente e não autoriza concluir que a imunoterapia substitui a quimioterapia em qualquer tumor de intestino.

Para quem acompanha a oncologia, o ponto prático é a ordem das etapas: imunoterapia primeiro, cirurgia depois, e a quimioterapia pós-operatória fora do roteiro neste estudo. Também é cedo para dizer se o benefício se sustenta além do período acompanhado e em populações mais amplas, perguntas que um grupo desse tamanho não responde.

Um tratamento de até nove semanas antes da cirurgia dispensou a quimioterapia pós-operatória em um perfil genético específico.

Fonte: ScienceDaily Health

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Os 32 pacientes do NEOPRISM-CRC, que seguiram sem recidiva e sem a quimioterapia pós-cirúrgica

▼ Perde

A quimioterapia pós-cirúrgica, substituída no esquema testado

 
 
02  Saúde mental↑ índice

Solidão e isolamento podem custar quase seis anos de saúde mental

Um grande estudo sugere que solidão e isolamento social custam anos de vida saudável, sobretudo na saúde mental. O efeito aparece medido em tempo: anos que a pessoa deixa de viver livre de depressão e de ansiedade.

Entre os homens que enfrentavam as duas condições ao mesmo tempo, a perda foi de cerca de 5,8 anos sem depressão e ansiedade. Entre as mulheres, de aproximadamente 3,7 anos.

Os números se referem a quem vive solidão e isolamento social ao mesmo tempo, e não a quem tem apenas uma das duas situações. A comparação entre os sexos mostra perdas em ambos, com tamanhos diferentes.

O estudo mede anos livres de transtorno, e não anos de vida. O que está em jogo é a qualidade do tempo vivido: quanto dele se passa sem depressão e sem ansiedade. A fonte não detalha a causa da diferença entre homens e mulheres, então qualquer explicação seria suposição.

Em termos de saúde pública, o recado é que o convívio social entra na conta da saúde mental, e que o efeito aparece nos dois sexos, embora com magnitudes distintas.

Estar só e isolado tem preço mensurável em anos de saúde mental, maior entre os homens no estudo.

Fonte: ScienceDaily Health

A dose exata

45% Redução de até 45% no fluxo de sangue para o cérebro durante respiração intensiva, segundo estudo de imagem apresentado no congresso ECNP, em Munique. Os pesquisadores apontam a mudança na comunicação entre redes cerebrais como a chave do estado alterado.

 

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Espresso

Desigualdade Na Noruega, homens de 40 anos entre o 1% mais rico podem esperar viver quase 14 anos mais que os do 1% mais pobre; nos EUA, a diferença é de quase 15 anos. →

Amendoim Estudo da Universidade de Maastricht, publicado na Food & Function, associa o consumo diário de amendoim torrado, com pele e sem sal, a melhor resposta do cérebro à insulina em idosos. →

Dengue O surto de dengue na Flórida é o maior em décadas entre os estados americanos. →

 
 
03  Neurologia↑ índice

Estudo mapeia sinais de alerta do Alzheimer que surge antes dos 65 anos

Pesquisadores da Universidade de Oulu e da Universidade da Finlândia Oriental identificaram um padrão de sinais de alerta no Alzheimer que começa antes dos 65 anos. Quem desenvolveu a doença nessa faixa acumulou uma ampla variedade de problemas de saúde, principalmente nos cinco anos anteriores ao diagnóstico.

Em comparação com controles pareados, esses pacientes tiveram mais depressão, tontura, dor de cabeça, traumatismo craniano, epilepsia, doenças cerebrovasculares, doenças da tireoide e problemas ligados ao consumo excessivo de álcool.

Dois sinais surgem ainda mais cedo: zumbido e perda auditiva já eram mais comuns de seis a dez anos antes do diagnóstico. É a janela mais longa de aviso apontada no estudo.

O trabalho descreve sinais distintos dos fatores de risco já estabelecidos para a doença. A mensagem é que o histórico clínico dos anos anteriores carrega pistas que, lidas em conjunto, destacam quem desenvolveu o Alzheimer mais cedo.

Como a comparação é entre pacientes e controles pareados, os achados descrevem associação entre o histórico e o diagnóstico posterior. A fonte não afirma que cada sintoma isolado cause o Alzheimer, nem apresenta um teste ou conduta clínica derivada do padrão.

Sintomas comuns, como tontura, dor de cabeça e zumbido, aparecem com mais frequência no histórico de quem desenvolve Alzheimer antes dos 65.

Fonte: Medical Xpress

 
 
04  Prevenção↑ índice

Aspirina em dose menor pode proteger quem tem síndrome de Lynch

A síndrome de Lynch é uma predisposição hereditária que aumenta de forma importante o risco de câncer colorretal e de outros tipos de câncer. Para esse grupo, a aspirina (ácido acetilsalicílico) já tinha mostrado efeito preventivo.

O estudo CAPP2 havia demonstrado que a aspirina reduz de forma significativa o risco de câncer colorretal a longo prazo no grupo de alto risco. A dose testada era relativamente alta: 600 miligramas por dia.

O estudo internacional CaPP3, publicado recentemente, sugere que uma dose menor, de 100 miligramas diárias, poderia ter efeito preventivo semelhante, com menos efeitos colaterais, em especial complicações de sangramento.

Segundo o título da cobertura do Medical Xpress, a aspirina é raramente usada para essa prevenção. A distância entre o que os estudos indicam e o que ocorre na prática é o ponto central da matéria.

A dose que cai de 600 para 100 miligramas muda a conta entre benefício e risco, já que o sangramento é o efeito adverso citado. Para quem tem Lynch ou histórico familiar suspeito, dose e indicação são assunto para conversa com o médico, não para início por conta própria.

Para quem tem síndrome de Lynch, a prevenção com aspirina pode caber em dose seis vezes menor, com menos risco de sangramento.

Fonte: Medical Xpress

 
 
05  Mente e corpo↑ índice

Respiração intensa altera a comunicação entre redes do cérebro

Exercícios de respiração intensiva podem reduzir o fluxo de sangue para o cérebro em até 45% e alterar a comunicação entre redes cerebrais, segundo um novo estudo com imagens do cérebro.

Os participantes relataram experiências parecidas com alguns efeitos de drogas psicodélicas: percepção alterada, imagens mentais vívidas, sensação de unidade e mudanças na experiência de si mesmo.

O trabalho foi apresentado no congresso ECNP, em Munique. Para os pesquisadores, o que parece decisivo para o estado alterado são as mudanças na comunicação entre as regiões do cérebro, e não só a queda do fluxo sanguíneo.

A distinção importa porque separa duas explicações possíveis: o efeito vir apenas de menos sangue chegando ao cérebro ou da forma como as redes passam a conversar entre si. Os autores apontam a segunda como a chave.

A fonte descreve resultado apresentado em congresso e não traz dados sobre a segurança da prática fora do ambiente do estudo, de modo que o achado diz mais sobre o funcionamento do cérebro do que sobre uma recomendação de uso.

Respirar de forma intensa mexe com a circulação e com as redes do cérebro a ponto de simular parte de uma experiência psicodélica.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Em aberto · Réplica do NEOPRISM-CRC: o estudo tem 32 pacientes, e o próximo passo é ver se grupos maiores repetem a ausência de recidiva.

Em aberto · GLP-1 na Justiça: os processos citam cegueira e pancreatite, mas a NPR aponta que faltam dados para dizer com que frequência esses efeitos graves ocorrem.

Hoje · Domingo é bom dia para escolher uma pessoa e procurar, já que a solidão aparece com custo em anos de saúde mental.

Pra viagem

Mande uma mensagem a uma pessoa com quem não fala há semanas e combine um café ainda nesta semana.

Boa parte da saúde de amanhã está em sinais pequenos que hoje passam sem registro: um zumbido, uma dose menor, uma ligação adiada. Fica a pergunta de quantos desses avisos já estão à vista.

 
 
 
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Qual dose diária de aspirina o estudo CaPP3 sugere ter efeito preventivo semelhante em quem tem síndrome de Lynch?

A50 miligramas
B100 miligramas
C300 miligramas
D600 miligramas

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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