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Espresso Sono Idosos que cochilam quase todo dia tiveram risco 48% maior de demência em estudo nos EUA, mas o trabalho não prova causa e efeito. → Oncologia Reguladores europeus recomendaram a aprovação do Rasonque, da Revolution Medicines, para câncer de pâncreas, após o aval da FDA. → Pele O mundo tinha 54,4 milhões de casos de acne e a projeção do JAMA Dermatology é de 77 milhões em 2050. →
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Alzheimer: PET cerebral ganha papel para selecionar e acompanhar pacientes nos novos remédios
 A medicina nuclear ganha espaço no diagnóstico e no tratamento do Alzheimer. O PET amiloide é usado para confirmar a presença da patologia e apoiar a decisão de tratar com os remédios anti-amiloide, enquanto o PET tau traz informação sobre a progressão e o prognóstico. O tema será discutido no 39º Congresso Anual da Associação Europeia de Medicina Nuclear (EANM'26), de 17 a 21 de outubro, em Viena, com as primeiras experiências do uso rotineiro desses exames. Matthias Brendel, vice-diretor de Medicina Nuclear da LMU Munique, destaca o progresso na caracterização e no acompanhamento de doenças neurodegenerativas. Lecanemabe e donanemabe, aprovados nos últimos anos pela FDA e pela Comissão Europeia, só são eficazes em casos de Alzheimer. O PET amiloide mostra se a demência é Alzheimer ou outra forma. Biomarcadores no sangue e no líquido cefalorraquidiano também ajudam, mas em muitos casos deixam incerteza, e Brendel recomenda o PET de confirmação antes de iniciar o tratamento. No acompanhamento, o PET indica quando o nível de amiloide cai abaixo do limite de detecção, o que torna o exame negativo. Muitos pacientes chegam a esse ponto após 12 meses de donanemabe, embora o tratamento seja planejado para durar um ano e meio.
O PET amiloide confirma se a demência é Alzheimer antes do anti-amiloide e mostra quando o amiloide some.
Fonte: Medical Xpress
Ouvido no balcão Com um PET amiloide podemos visualizar o amiloide no cérebro de uma pessoa com demência e determinar se é de fato Alzheimer ou outra forma de demência Matthias Brendel, vice-diretor de Medicina Nuclear da LMU Munique, em material do congresso EANM'26 divulgado pelo Medical Xpress |
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Listas de psiquiatras e psicólogos dos planos nos EUA: só 24% das ligações atendidas viram consulta
 Americanos com plano de saúde comercial costumam ouvir que têm acesso a uma boa rede de profissionais de saúde mental. Para testar a promessa, pesquisadores se passaram por pacientes e ligaram para 5.822 psiquiatras e psicólogos de listas de planos comerciais em cinco estados: Delaware, Montana, Nova Jersey, Rhode Island e Virgínia. Os chamados pediam consulta para problemas como ansiedade e luto. O objetivo era checar se as listas dos planos levam a profissionais de fato disponíveis e dentro da rede. Quando alguém atendeu o telefone, a ligação resultou em consulta marcada em apenas 24% das vezes. Se quem ligava aceitasse ver outro profissional, o índice subia para 31%. Mais de seis em cada dez ligações não puderam ser analisadas, porque caíram em sistema automático ou caixa postal. As 2.252 restantes foram analisadas no estudo publicado na JAMA Health Forum, liderado por Simon Haeder e Wendy Xu, da Universidade Estadual de Ohio. Haeder explica que profissionais mudam, trocam de telefone ou deixam consultórios, e essas mudanças nem sempre chegam às listas. As seguradoras também podem incluir clínicos de um grupo contratado mesmo sem disponibilidade individual, os chamados profissionais ou redes fantasmas. Para Xu, listas imprecisas criam barreiras ao cuidado.
Ter plano de saúde não garante consulta de saúde mental, porque a lista da seguradora pode estar desatualizada.
Fonte: Medical Xpress
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AVC: diferenças entre etnias vêm dos fatores de risco, aponta estudo de Londres
 Um estudo do King's College London, publicado na BMC Public Health, concluiu que o risco de AVC está ligado principalmente a fatores tradicionais, como diabetes e pressão alta, e menos à etnia. Pessoas asiáticas e negras tinham mais diabetes ou hipertensão do que pessoas brancas, mas a chance de sofrer um AVC depois de desenvolver essas condições foi parecida entre os grupos. Pesquisas anteriores já mostravam taxas maiores de AVC em alguns grupos étnicos e apontavam hipertensão e diabetes como contribuintes, mas o papel da etnia seguia controverso. A base reuniu prontuários eletrônicos de atenção primária de mais de 650 mil pessoas do sul de Londres, em 41 clínicas gerais de Lambeth, entre 2005 e 2021. Foram incluídos pacientes asiáticos, negros e brancos, e avaliados hipertensão, diabetes e colesterol alto. Um modelo de análise multiestado acompanhou o caminho de sem fator de risco até o AVC. Como esperado, os fatores de risco foram mais frequentes entre pacientes negros e asiáticos. Em relação aos brancos, os negros tinham cerca do dobro de chance de desenvolver hipertensão e mais que o dobro de diabetes. Os asiáticos tinham cerca de 50% mais chance de hipertensão e três vezes a de diabetes.
Controlar pressão alta e diabetes pesa mais no risco de AVC do que o grupo étnico.
Fonte: Medical Xpress
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No radar · a agenda de hoje Hoje · Abre em Viena o congresso EANM'26 (17 a 21 de outubro), com as primeiras experiências do uso rotineiro de PET amiloide e tau no Alzheimer. Na próxima consulta · Quem tem ondas de calor e sono ruim na menopausa pode perguntar ao médico sobre a nova orientação da ACOG: começar antes dos 60 anos ou até dez anos após a menopausa.
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Pra viagem Peça na próxima consulta a medição da pressão e da glicemia e anote os valores no celular ou num papel. Hoje a ciência andou na frente da prática: o guia, o exame e o remédio já existem, e o que falta muitas vezes é o caminho até a consulta. Fica a pergunta de quanto tempo esse caminho ainda leva. |
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EDIÇÃO SELADA
Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.
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Evidência, não achismo
Boa saúde.
HealthShot
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