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HealthShot

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19 OUT · Nº 135

Bom dia, cafeinado.

Quem toma remédio GLP-1 para diabetes ou obesidade teve menos complicações graves depois de cirurgia em um estudo com mais de 2 milhões de adultos, e o congresso de anestesiologia trouxe outros achados sobre como chegar melhor à sala de operação. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

💊GLP-1 e cirurgia: menos complicações01↓
🌱Anestesia mais verde corta emissões02↓
😴Dormir bem antes da cirurgia03↓
🚶Movimento antes da operação e delirium04↓
🌿Cannabis e anestesia05↓
 

Quem banca a edição de hoje

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01  A manchete↑ índice

Quem usa GLP-1 tem menos complicações graves após cirurgia, mostra estudo com 2 milhões de adultos

Medicamentos GLP-1, receitados com frequência para diabetes e obesidade, podem ter um benefício extra na hora da cirurgia. Um estudo com mais de 2 milhões de adultos, apresentado no congresso ANESTHESIOLOGY 2026, encontrou menos complicações cardíacas graves e menos infecções entre quem usava esses remédios.

A equipe analisou o Epic Cosmos, banco de prontuários eletrônicos que reúne mais de 1.700 hospitais e 40 mil clínicas nos Estados Unidos. Entraram adultos que fizeram cirurgias eletivas com mais de 60 minutos e ficaram internados por pelo menos 24 horas, entre janeiro de 2016 e dezembro de 2024.

Dos 2.028.601 pacientes analisados, 145.610 (cerca de 7%) tomavam GLP-1. Depois de parear esses pacientes com outros semelhantes que não usavam os remédios, o uso foi associado a 11% menos chance de complicações cardiovasculares graves (infarto, lesão do coração, AVC ou morte) e a 8% menos chance de infecções pós-operatórias, como infecção do local da cirurgia, urinária, pneumonia e sepse.

Os autores listam possíveis explicações: perda de peso, melhor controle da pressão e do açúcar no sangue, menos inflamação e proteção do músculo cardíaco em períodos de estresse. A cirurgia é um desses períodos, com inflamação e oscilações de pressão, glicose e circulação. O estudo mede associação: segundo Josephine Tolan, anestesiologista da UTHealth Houston, ainda falta pesquisa para saber se os remédios causam o benefício e como manejá-los antes e depois da operação.

Quem usa GLP-1 e tem cirurgia marcada ganha um sinal de menos risco, mas o manejo do remédio antes e depois da operação segue com a equipe médica.

Fonte: Medical Xpress

 
 
02  Hospitais↑ índice

Anestesia mais verde corta emissões da sala de cirurgia em 45% e o gasto com gases em quase 40%

Mudanças na rotina da anestesia reduziram quase pela metade a pegada de carbono das cirurgias, sem perda de segurança. O estudo, apresentado no ANESTHESIOLOGY 2026, analisou 145.917 episódios de um sistema com seis unidades, comparando 2021 com janeiro de 2022 a outubro de 2025.

Alguns anestésicos inalatórios, o desflurano e o óxido nitroso entre eles, são gases de efeito estufa. O sistema incentivou mais uso de sevoflurano e de anestesia intravenosa, reduziu o fluxo de gás fresco para diminuir o desperdício e passou a dar aos anestesiologistas retorno sobre as emissões.

As emissões por episódio caíram de 57,6 kg de CO2 equivalente em 2021 para 31,6 kg, queda de 45%. O desflurano, que aparecia em 23,8% dos casos, passou a 9,81%. Até o fim de 2025, o sistema superou a meta de cortar as emissões em 50%.

O gasto com anestésicos inalatórios caiu de US$ 628.588 em 2021 para US$ 379.010 em 2024, economia de quase 40%. Segundo Etta Hanlon, da Virginia Tech Carilion, que lidera o estudo, hospitais podem reduzir o impacto ambiental da cirurgia sem comprometer a segurança.

Menos desflurano e menos desperdício de gás cortam emissões e custo sem piorar o resultado do paciente.

Fonte: Medical Xpress

A dose exata

10 anos Padrões distintos de anticorpos apareceram até dez anos antes do diagnóstico de doença inflamatória intestinal (Crohn ou colite ulcerativa), em 2.000 amostras de sangue de 500 pessoas. Modelos de aprendizado de máquina separaram quem desenvolveria as doenças de quem não, com AUC de 0,90 para Crohn e 0,84 para colite.

 

Quem banca a edição de hoje

Elon Musk. Jensen Huang. Washington. What’s the Connection?

They’re all looking at the same massive opportunity: AI moving into the physical economy. 

Jensen Huang, NVIDIA’s CEO, put it bluntly: “If I were a farmer, I would absolutely use AI.” 

Washington is putting more than $1 billion behind farm modernization and food-supply resilience, while pushing precision agriculture and private-sector innovation. 

It’s about making the real world work smarter.  

And DIT AgTech is already putting Physical AI to work in livestock. Their infrastructure automatically delivers the right nutrition through livestock drinking water, helping ranchers produce more with less. 

500+ units deployed. 370,000 head on the platform. 

Now DIT AgTech is taking it to the U.S. 

Most investors will discover DIT AgTech too late. 

Do you want to discover the story when everyone is talking about it? Or be one of the people who saw it coming? 

At $1 a share, probably not worth missing.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi​

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Espresso

Antibióticos Uso de antibióticos da infância à juventude foi associado a chance 1,5 vez maior de síndrome do intestino irritável aos 24 anos, em estudo sueco com 2.853 participantes apresentado no UEG Week 2026. →

PET em 1 minuto Um PET/CT de corpo inteiro de nova geração gerou imagens de qualidade diagnóstica em até 1 minuto de exame, segundo pesquisa apresentada no congresso europeu de medicina nuclear (EANM'26). →

IA e aparelhos Plataforma testada com 13 adultos em monitoramento de epilepsia na Penn permite conversar pelo celular com o aparelho que acompanha a atividade cerebral, segundo estudo na Nature Medicine. →

 
 
03  Cirurgia↑ índice

Dormir melhor antes da cirurgia: revisão liga melatonina e Ambien a menos dor e menos opioides

Cuidar do sono nas noites que antecedem uma operação pode ajudar na recuperação. Uma análise de 25 anos de pesquisas, apresentada no ANESTHESIOLOGY 2026, sugere que melatonina ou zolpidem (Ambien) usados antes da cirurgia aliviam a ansiedade, reduzem a dor depois e diminuem a necessidade de opioides.

A revisão reuniu 16 estudos publicados entre 2000 e 2025, com mais de 1.100 pacientes em diferentes cirurgias. A melatonina costumava ser tomada na noite anterior e/ou de 20 a 90 minutos antes da anestesia. O Ambien foi sempre de 10 mg, ao deitar, na véspera ou em várias noites, começando até dois dias antes.

Nos estudos, a melatonina foi associada a menos ansiedade, dor e inflamação, e a uma redução de mais de 30% no uso de opioides em alguns pacientes de cirurgia abdominal. Monitores de atividade no pulso sugeriram que a melatonina ajudou a retomar padrões mais normais de sono e de atividade na recuperação. A revisão aponta que a melatonina pode ter vantagem sobre sedativos tradicionais em idosos, mais vulneráveis à confusão após a cirurgia.

O Ambien ajudou pacientes que já tinham problemas de sono a dormir melhor antes da operação e foi ligado a menos dor depois.

O sono da véspera entra na conta do preparo cirúrgico; remédio para dormir, só com orientação da equipe.

Fonte: Medical Xpress

Ouvido no balcão

Em geral, focamos no que acontece na sala de cirurgia, mas nossa revisão sugere que podemos estar ignorando uma janela crítica para melhorar os resultados: as noites antes da operação

Sebastian Amaya, residente de anestesiologia na Yale School of Medicine, no ANESTHESIOLOGY 2026 (via Medical Xpress)

 
 
04  Prevenção↑ índice

Atividade física antes da cirurgia de câncer aparece ligada à metade do risco de delirium

Manter o corpo em movimento antes de uma operação pode proteger o cérebro. Pesquisa apresentada no ANESTHESIOLOGY 2026 ligou a atividade física pelo menos sete vezes por semana, antes de cirurgia de câncer, a um risco menor de delirium pós-operatório.

O delirium pós-operatório é um estado súbito de confusão que atinge cerca de 20% dos pacientes cirúrgicos, com mais frequência idosos. Afeta atenção, memória e raciocínio e se associa a internações mais longas, recuperação mais lenta e maior risco de morte.

O estudo é retrospectivo, pareado e do tipo caso-controle, com 258 pacientes operados em 2024 e 2025 para retirada de tumor: 64 tiveram delirium e 194 não. Os pacientes relataram quantas vezes caminhavam e se exercitavam por pelo menos 10 minutos e quantas horas ficavam sentados. Quem combinava caminhada e atividade moderada ou vigorosa ao menos sete vezes por semana teve 50% menos risco de delirium.

Quem teve delirium relatou menos caminhada e atividade, e mais tempo sentado. Por ser retrospectivo e baseado em relato dos próprios pacientes, o estudo mostra associação, não causa. Jeffrey Huang, do Moffitt Cancer Center, orienta perguntar à equipe como se manter ativo com segurança e se um programa de prehabilitação ajudaria.

Caminhar e se mexer nas semanas antes da cirurgia pode proteger também a cabeça; vale perguntar à equipe como fazer com segurança.

Fonte: Medical Xpress

 
 
05  Anestesia↑ índice

Contar ao anestesista como usa cannabis ajuda a planejar a sedação, indicam dois estudos

Dois estudos apresentados no ANESTHESIOLOGY 2026 reforçam o mesmo recado: quem usa cannabis deve avisar o anestesiologista antes de qualquer procedimento, dizendo como usa, com que frequência e quando usou pela última vez.

No primeiro, com 280 procedimentos endoscópicos do aparelho digestivo em um único centro, 264 pacientes tinham dados completos: 217 não usavam cannabis, 38 inalavam e nove usavam por via oral, como gomas. A dose inicial média de propofol foi de 138,7 mg entre não usuários, 168,5 mg entre quem inalava e 114,2 mg entre quem consumia comestíveis (grupo pequeno).

A diferença apareceu sobretudo na endoscopia digestiva alta: quem inalava cannabis precisou de 192,8 mg de propofol, contra 151,4 mg dos não usuários e 145,0 mg de quem usava por via oral. Na colonoscopia, não houve diferença relevante.

A outra pesquisa reuniu cinco estudos com 44.312 pacientes cirúrgicos e associou o uso de cannabis a risco 46% maior de infarto durante ou logo após a cirurgia, sem relação significativa com AVC, insuficiência respiratória, lesão renal aguda ou morte. Houve ainda risco 22% menor de tromboembolismo venoso, mas os autores avisam que o dado não prova efeito protetor e pedem mais estudos.

A via de uso da cannabis pode mudar o plano de anestesia; contar tudo ao anestesiologista faz parte da segurança.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Novos resultados do ANESTHESIOLOGY 2026, congresso de onde saíram os estudos sobre GLP-1, anestesia, sono, atividade física e cannabis desta edição.

Hoje · Desdobramentos do UEG Week 2026, que apresentou as pesquisas sobre antibióticos e doença inflamatória intestinal.

Hoje · Novas evidências sobre como manejar o GLP-1 antes e depois da cirurgia, ponto que os autores do estudo dizem precisar de mais pesquisa.

Pra viagem

Anote como você usa cannabis (fumada, vaporizada ou comestível), a frequência e a data do último uso, e leve a anotação à próxima consulta pré-anestésica.

A cirurgia começa antes da sala: no sono da véspera, na caminhada das semanas anteriores, na lista de remédios e hábitos que o paciente conta. Fica a pergunta de quanto do resultado se decide antes do primeiro corte.

 
 
 
HealthShot Quiz

No estudo com mais de 2 milhões de adultos operados, em quanto o uso de GLP-1 foi associado a menos chance de complicações cardiovasculares graves?

A8%
B11%
C22%
D46%

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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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