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HealthShot

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20 OUT · Nº 136

Bom dia, cafeinado.

Um adesivo de um centímetro quadrado ajuda cirurgiões a enxergar tumores escondidos no fígado, e a tecnologia já foi usada em um paciente. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🩻Realidade aumentada guia cirurgia de fígado01↓
❤️Calculadora de risco cardíaco muda na Austrália02↓
🧬Bactérias novas em DNA descartado03↓
🧠IA lê idade biológica no rosto04↓
🍷Risco antecede o aumento do beber05↓
 

Quem banca a edição de hoje

DIT AgTech Doesn’t Need to Sell Hardware to Make Money.

One installation can generate years of recurring supplement revenue. 

DIT AgTech provides the hardware free to ranchers through a three-year nutrition plan. The hardware gets installed once. The supplements keep generating revenue year after year. 

Then there’s the second paycheck. 

Methane reduction is becoming an economic opportunity for agriculture. 

Methane-reducing nutrition create carbon credits, giving ranchers another income stream while creating an additional revenue opportunity for DIT AgTech. 

That means one connected livestock operation generates recurring supplement revenue, with carbon revenue as additional upside. 

We win when ranchers win. 

The model is already working in Australia, one of the world's toughest livestock environments, with 500+ units deployed and 370,000 head on the platform. 

Now DIT AgTech brings that proven model to the massive U.S. livestock market. 

For investors, the opportunity is getting in before the model scales into its next market.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi​

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01  A manchete↑ índice

Realidade aumentada guia cirurgiões até tumores escondidos no fígado

Tumores escondidos sob a superfície do fígado são difíceis de localizar em cirurgias laparoscópicas, as de buraco de fechadura. Uma nova tecnologia usa realidade aumentada para sobrepor, na imagem da câmera do cirurgião, uma visualização em 3D do tumor e de outras estruturas anatômicas. A imagem é atualizada conforme a câmera muda de posição.

Em junho de 2026, o sistema foi usado pela primeira vez em um paciente. Segundo Niclas Kvarnström, cirurgião de transplantes e chefe do Transplant Centre do Hospital Universitário Sahlgrenska, o sistema funcionou como planejado e o fluxo de trabalho correu bem. O paciente voltou para casa no dia seguinte.

O cirurgião cola na superfície do fígado um adesivo de cerca de um centímetro quadrado com um QR code. Enquanto a câmera enxergar a marca, o sistema mostra o tumor ou outras estruturas sob a superfície. Segundo Torbjörn Lundh, professor da Chalmers e da Universidade de Gotemburgo, a marca, a posição da câmera e a imagem de raio-X feita antes da cirurgia permitem calcular onde o tumor deve aparecer.

Novas operações no fígado estão previstas para o outono de 2026, enquanto seguem a validação clínica, o desenvolvimento do produto e as etapas para a aprovação regulatória. Um estudo internacional maior está planejado com o Intervention Centre do Hospital Universitário de Oslo e com hospitais de Washington.

Cirurgias de fígado por vídeo ganham uma orientação que acompanha a câmera, já testada em um paciente.

Fonte: Medical Xpress

 
 
02  Coração↑ índice

Calculadora atualizada põe mais australianos na conversa sobre prevenção cardíaca

A calculadora australiana de risco cardiovascular, atualizada em 2023, passou a classificar muito mais pessoas de 45 a 74 anos no risco intermediário para infarto e AVC. A análise saiu no Medical Journal of Australia e compara a versão nova com a de 2012.

Os pesquisadores da ANU e do QIMR Berghofer usaram dados de mais de 115 mil pessoas que passaram pelo clínico geral entre 2020 e 2022, sem histórico de doença cardíaca ou AVC. Pela versão atual, 9,7% têm risco alto em cinco anos e 26,4% risco intermediário, faixa em que o tratamento deve ser considerado caso a caso.

Na calculadora antiga, eram 17,6% de risco alto e só 11,6% de intermediário. Segundo Ellie Paige, do QIMR Berghofer, mais que o dobro de australianos agora está na faixa em que uma conversa com o clínico sobre tratamento pode salvar uma vida. A versão nova usa dados de mais de 400 mil pessoas e substitui uma equação americana que tendia a superestimar o risco no país.

A doença cardiovascular segue entre as principais causas de morte na Austrália. Remédios para pressão e colesterol, parar de fumar e melhorar a dieta reduzem de forma importante o risco de infarto e AVC.

O corte que decide quem conversa sobre remédio preventivo mudou, e a faixa intermediária mais que dobrou.

Fonte: Medical Xpress

A dose exata

1 cm² Tamanho aproximado do adesivo com QR code que o cirurgião cola no fígado. Enquanto a câmera enxerga a marca, o tumor aparece na imagem.

 

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Espresso

Rim e mente A Mayo Clinic associou agonistas de GLP-1 a menor risco de diálise ou transplante de rim em adultos com transtorno bipolar e doença renal crônica. →

Carótida Estudo da Columbia publicado no JAMA mostra que desobstruir a artéria carótida com stent ou cirurgia não melhora a cognição. →

China A China propõe restringir aquisições estrangeiras de tecnologias críticas de biofarmácia para manter o controle de sua indústria de medicamentos. →

 
 
03  Câncer↑ índice

Dados descartados em exames de DNA revelam 18 espécies novas de bactérias em pacientes com câncer de próstata

Pesquisadores da Universidade de East Anglia (UEA) descobriram o mapa genético de 18 espécies novas de bactérias coletadas de pacientes com câncer de próstata. A maioria veio da boca, incluindo novos tipos de Porphyromonas, que a equipe já havia ligado a um câncer de próstata mais agressivo, e de Treponema. Se elas contribuem para o câncer ainda não se sabe.

O método aproveita os dados que sobram quando se sequencia DNA humano. Uma pequena parte das leituras não corresponde ao genoma humano e costuma ser filtrada e jogada fora. A equipe guardou o material e usou a montagem metagenômica para reconstruir genomas bacterianos inteiros a partir dos fragmentos, em 2.176 conjuntos de dados do Pan Prostate Cancer Group.

Foram recuperados 249 genomas bacterianos quase completos de 194 pacientes, e 24 deles não correspondiam a nenhuma espécie registrada. A reutilização sai sem custo adicional e sem coletar uma amostra a mais.

Com os genomas em mãos, afirma o primeiro autor Abraham Gihawi, será possível desenvolver testes clínicos para essas bactérias, descobrir como cultivá-las e estudar seus genes e possíveis ligações com o câncer. O consórcio por trás do trabalho reúne pesquisadores de nove países e dados moleculares de mais de 2 mil cânceres de próstata.

Exames de DNA já feitos podem render pistas sobre microrganismos do câncer sem coletar mais nada do paciente.

Fonte: Medical Xpress

Ouvido no balcão

Every one of these organisms was hiding in plain sight.

Dr. Abraham Gihawi, primeiro autor do estudo, Norwich Medical School da UEA, via Medical Xpress

 
 
04  IA e saúde↑ índice

IA lê fotos de rosto para estimar idade biológica e risco de sobrevida em câncer

Pesquisadores do Mass General Brigham criaram o FAHR-Face, modelo de inteligência artificial treinado com mais de 40 milhões de imagens de rostos. Dele saíram duas ferramentas: o FAHR-FaceAge, que estima a idade biológica com mais precisão que algoritmos anteriores, e o FAHR-FaceSurvival, que prevê a sobrevida de pacientes com câncer a partir de uma foto do rosto.

O estudo de desenvolvimento e validação, publicado na Lancet Digital Health, mostrou que a diferença entre a FAHR-FaceAge e a idade cronológica do paciente esteve ligada de forma independente à sobrevida. As ferramentas também se mostraram robustas diante de variações comuns nas fotos.

As duas medidas captam informações diferentes e complementares: as previsões tiveram correlação fraca entre si, e ambas seguiram associadas à sobrevida quando analisadas juntas. Combiná-las melhorou o ajuste do modelo de sobrevida em um grupo externo de pacientes com câncer.

Segundo Raymond Mak, radio-oncologista do Mass General Brigham Cancer Institute, o objetivo é tornar a avaliação por foto mais quantitativa e consistente para apoiar decisões de tratamento, sem substituir o julgamento do médico. Hugo Aerts, coautor sênior, destaca que o modelo permite criar vários biomarcadores faciais sem treinar cada um do zero.

Uma foto de rosto pode virar mais um dado para o médico avaliar fragilidade antes de tratamentos intensivos, sem substituir o julgamento dele.

Fonte: Medical Xpress

 
 
05  Mente↑ índice

Estudo com celular mostra que a tomada de risco antecede o aumento no consumo de álcool

Um estudo de um ano com pessoas com transtorno por uso de álcool, em geral leve a moderado, concluiu que o aumento na tomada de risco antecede o aumento do consumo, e não o contrário. É a primeira pesquisa a prever o beber da vida real ao longo do tempo com jogos de decisão no smartphone.

O transtorno por uso de álcool é um dos grandes contribuintes para incapacidade e mortalidade no mundo. Estudos anteriores só comparavam grupos em um único momento e não sabiam se as alterações cognitivas eram consequência ou precursoras do beber. O novo trabalho esclarece a direção.

Segundo o co-líder Hilmar Zech, do Hospital Universitário de Würzburg, os participantes passavam a beber mais no mês seguinte quando tinham mais risco num contexto misto de apostas e menos num contexto de perda. Também beberam mais quando os vieses de busca de informação diminuíram.

Lorenz Deserno, o outro líder, diz que a direção foi específica e não apareceu no sentido inverso, mesmo descontando o consumo anterior. Autocontrole e comportamento guiado por recompensa não variaram junto com o beber. O trabalho, publicado no Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging, abre espaço para intervenções oportunas.

Para quem acompanha o próprio consumo, a tomada de risco do mês pode anteceder o beber do mês seguinte.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · A 19ª Conferência da AACR sobre a Ciência das Disparidades em Saúde no Câncer segue em Atlanta, com novos resultados sobre acesso ao tratamento.

Amanhã · Último dia da conferência da AACR, que vai de 18 a 21 de outubro.

Em andamento · Novas cirurgias de fígado com a realidade aumentada estão previstas para o outono de 2026, junto com a validação clínica e os passos da aprovação regulatória.

Pra viagem

Anote a última pressão arterial e o último colesterol e peça ao seu médico, na próxima consulta, uma estimativa do seu risco cardiovascular em cinco anos.

A cirurgia ganhou um mapa que acompanha a câmera, o clínico ganhou uma conta mais fina e o laboratório achou uso para dados que iam para o lixo. Fica a pergunta de quanta informação útil ainda está à vista, esperando alguém olhar de outro ângulo.

 
 
★ RARO

🔒

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CSetembro
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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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