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Espresso Rim e mente A Mayo Clinic associou agonistas de GLP-1 a menor risco de diálise ou transplante de rim em adultos com transtorno bipolar e doença renal crônica. → Carótida Estudo da Columbia publicado no JAMA mostra que desobstruir a artéria carótida com stent ou cirurgia não melhora a cognição. → China A China propõe restringir aquisições estrangeiras de tecnologias críticas de biofarmácia para manter o controle de sua indústria de medicamentos. →
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Dados descartados em exames de DNA revelam 18 espécies novas de bactérias em pacientes com câncer de próstata
 Pesquisadores da Universidade de East Anglia (UEA) descobriram o mapa genético de 18 espécies novas de bactérias coletadas de pacientes com câncer de próstata. A maioria veio da boca, incluindo novos tipos de Porphyromonas, que a equipe já havia ligado a um câncer de próstata mais agressivo, e de Treponema. Se elas contribuem para o câncer ainda não se sabe. O método aproveita os dados que sobram quando se sequencia DNA humano. Uma pequena parte das leituras não corresponde ao genoma humano e costuma ser filtrada e jogada fora. A equipe guardou o material e usou a montagem metagenômica para reconstruir genomas bacterianos inteiros a partir dos fragmentos, em 2.176 conjuntos de dados do Pan Prostate Cancer Group. Foram recuperados 249 genomas bacterianos quase completos de 194 pacientes, e 24 deles não correspondiam a nenhuma espécie registrada. A reutilização sai sem custo adicional e sem coletar uma amostra a mais. Com os genomas em mãos, afirma o primeiro autor Abraham Gihawi, será possível desenvolver testes clínicos para essas bactérias, descobrir como cultivá-las e estudar seus genes e possíveis ligações com o câncer. O consórcio por trás do trabalho reúne pesquisadores de nove países e dados moleculares de mais de 2 mil cânceres de próstata.
Exames de DNA já feitos podem render pistas sobre microrganismos do câncer sem coletar mais nada do paciente.
Fonte: Medical Xpress
Ouvido no balcão Every one of these organisms was hiding in plain sight. Dr. Abraham Gihawi, primeiro autor do estudo, Norwich Medical School da UEA, via Medical Xpress |
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IA lê fotos de rosto para estimar idade biológica e risco de sobrevida em câncer
 Pesquisadores do Mass General Brigham criaram o FAHR-Face, modelo de inteligência artificial treinado com mais de 40 milhões de imagens de rostos. Dele saíram duas ferramentas: o FAHR-FaceAge, que estima a idade biológica com mais precisão que algoritmos anteriores, e o FAHR-FaceSurvival, que prevê a sobrevida de pacientes com câncer a partir de uma foto do rosto. O estudo de desenvolvimento e validação, publicado na Lancet Digital Health, mostrou que a diferença entre a FAHR-FaceAge e a idade cronológica do paciente esteve ligada de forma independente à sobrevida. As ferramentas também se mostraram robustas diante de variações comuns nas fotos. As duas medidas captam informações diferentes e complementares: as previsões tiveram correlação fraca entre si, e ambas seguiram associadas à sobrevida quando analisadas juntas. Combiná-las melhorou o ajuste do modelo de sobrevida em um grupo externo de pacientes com câncer. Segundo Raymond Mak, radio-oncologista do Mass General Brigham Cancer Institute, o objetivo é tornar a avaliação por foto mais quantitativa e consistente para apoiar decisões de tratamento, sem substituir o julgamento do médico. Hugo Aerts, coautor sênior, destaca que o modelo permite criar vários biomarcadores faciais sem treinar cada um do zero.
Uma foto de rosto pode virar mais um dado para o médico avaliar fragilidade antes de tratamentos intensivos, sem substituir o julgamento dele.
Fonte: Medical Xpress
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Estudo com celular mostra que a tomada de risco antecede o aumento no consumo de álcool
 Um estudo de um ano com pessoas com transtorno por uso de álcool, em geral leve a moderado, concluiu que o aumento na tomada de risco antecede o aumento do consumo, e não o contrário. É a primeira pesquisa a prever o beber da vida real ao longo do tempo com jogos de decisão no smartphone. O transtorno por uso de álcool é um dos grandes contribuintes para incapacidade e mortalidade no mundo. Estudos anteriores só comparavam grupos em um único momento e não sabiam se as alterações cognitivas eram consequência ou precursoras do beber. O novo trabalho esclarece a direção. Segundo o co-líder Hilmar Zech, do Hospital Universitário de Würzburg, os participantes passavam a beber mais no mês seguinte quando tinham mais risco num contexto misto de apostas e menos num contexto de perda. Também beberam mais quando os vieses de busca de informação diminuíram. Lorenz Deserno, o outro líder, diz que a direção foi específica e não apareceu no sentido inverso, mesmo descontando o consumo anterior. Autocontrole e comportamento guiado por recompensa não variaram junto com o beber. O trabalho, publicado no Biological Psychiatry: Cognitive Neuroscience and Neuroimaging, abre espaço para intervenções oportunas.
Para quem acompanha o próprio consumo, a tomada de risco do mês pode anteceder o beber do mês seguinte.
Fonte: Medical Xpress
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No radar · a agenda de hoje Hoje · A 19ª Conferência da AACR sobre a Ciência das Disparidades em Saúde no Câncer segue em Atlanta, com novos resultados sobre acesso ao tratamento. Amanhã · Último dia da conferência da AACR, que vai de 18 a 21 de outubro. Em andamento · Novas cirurgias de fígado com a realidade aumentada estão previstas para o outono de 2026, junto com a validação clínica e os passos da aprovação regulatória.
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Pra viagem Anote a última pressão arterial e o último colesterol e peça ao seu médico, na próxima consulta, uma estimativa do seu risco cardiovascular em cinco anos. A cirurgia ganhou um mapa que acompanha a câmera, o clínico ganhou uma conta mais fina e o laboratório achou uso para dados que iam para o lixo. Fica a pergunta de quanta informação útil ainda está à vista, esperando alguém olhar de outro ângulo. |
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EDIÇÃO SELADA
Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.
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| HealthShot Quiz | Em que mês de 2026 a tecnologia de realidade aumentada para tumores no fígado foi usada pela primeira vez em um paciente? Veja o ranking de quem mais acerta → |
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| Escolha o tema de amanhã | Qual tema você quer ver amanhã? Voto aberto até 23h |
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Sua ofensiva
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Evidência, não achismo
Boa saúde.
HealthShot
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