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HealthShot

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22 OUT · Nº 138

Tema escolhido ontem: Nutrição. Está na pauta 02.

Bom dia, cafeinado.

O primeiro boletim nacional das crianças canadenses de até quatro anos chega com sono e movimento em dia e telas fora do limite. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

👶Canadá faz o primeiro boletim das crianças pequenas01↓
🥓Ultraprocessados e câncer colorretal: 460 mil na amostra02↓
👁️GLP-1 e neuropatia óptica: segundo olho mais cedo03↓
🏛️Representantes de pacientes no FDA e a indústria04↓
💧Água entra na conta da saúde05↓
 

Quem banca a edição de hoje

DIT AgTech Doesn’t Need to Sell Hardware to Make Money.

One installation can generate years of recurring supplement revenue. 

DIT AgTech provides the hardware free to ranchers through a three-year nutrition plan. The hardware gets installed once. The supplements keep generating revenue year after year. 

Then there’s the second paycheck. 

Methane reduction is becoming an economic opportunity for agriculture. 

Methane-reducing nutrition create carbon credits, giving ranchers another income stream while creating an additional revenue opportunity for DIT AgTech. 

That means one connected livestock operation generates recurring supplement revenue, with carbon revenue as additional upside. 

We win when ranchers win. 

The model is already working in Australia, one of the world's toughest livestock environments, with 500+ units deployed and 370,000 head on the platform. 

Now DIT AgTech brings that proven model to the massive U.S. livestock market. 

For investors, the opportunity is getting in before the model scales into its next market.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi​

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01  A manchete↑ índice

Canadá faz o primeiro boletim nacional das crianças de até 4 anos

A ParticipACTION divulgou o Report Card 2026 sobre atividade física na primeira infância, a primeira avaliação nacional voltada a crianças com menos de 5 anos. O trabalho foi liderado por uma pesquisadora da University of Alberta e toma como referência as Diretrizes Canadenses de Movimento de 24 Horas para a Primeira Infância (0 a 4 anos).

O retrato tem dois lados. Entre as crianças, 67% cumprem a recomendação de atividade física e 80% a de sono. Só 48% respeitam o limite de telas, e apenas 25% cumprem as três metas ao mesmo tempo.

As diretrizes indicam de 12 a 17 horas de sono, com sonecas, para bebês de menos de 1 ano, de 11 a 14 horas para quem tem 1 a 2 anos e de 10 a 13 horas para quem tem 3 e 4 anos. Os bebês devem ter ao menos 30 minutos de tempo de bruços. De 1 a 4 anos, o mínimo é de 180 minutos de atividade física ao longo do dia, com pelo menos uma hora de brincadeira enérgica para os mais velhos. Para telas, o teto é de uma hora sedentária entre 2 e 4 anos, e nenhuma abaixo de 2.

Valerie Carson, professora da Faculty of Kinesiology, Sport, and Recreation e diretora científica que liderou o boletim, diz que há pontos fortes a proteger e lacunas que pedem ação direcionada. Ela lembra que essa faixa etária recebeu menos atenção que a idade escolar, apesar de ser uma etapa crítica do desenvolvimento. O boletim usa os melhores dados nacionais, pan-canadenses e regionais disponíveis e passa a servir de referência para acompanhar o progresso nos próximos anos.

Dá ao Canadá uma linha de base para medir a primeira infância daqui em diante e aponta a tela como o ponto fraco do grupo.

Fonte: Medical Xpress

Dois lados da xícara

▲ Ganha

O Canadá, que passa a ter uma referência nacional para acompanhar o movimento das crianças pequenas.

▼ Perde

Crianças pequenas expostas a telas: menos da metade cumpre o limite recomendado.

 
 
02  Nutrição  escolha dos leitores↑ índice

Estudo com 460 mil americanos não associa ultraprocessados a mais câncer colorretal

Um estudo com mais de 460 mil americanos concluiu que os alimentos ultraprocessados não foram associados a maior risco de câncer colorretal no conjunto dos dados. O resultado desafia uma suposição muito difundida.

O quadro muda quando a análise separa os alimentos. A carne processada foi ligada a maior incidência de câncer. Já os grãos integrais ultraprocessados e os laticínios ultraprocessados ficaram associados a incidência menor.

O material disponível traz só o resumo do trabalho: método, tempo de acompanhamento e tamanho dos efeitos não aparecem. Por esse motivo o achado vale como sinal de associação entre grupos de alimentos, não como regra de prato.

No colorretal, o estudo separa a carne processada (incidência maior) de grãos integrais e laticínios ultraprocessados (incidência menor).

Fonte: ScienceDaily Health

A dose exata

O estudo reúne mais de 460 mil americanos e, no conjunto, não encontrou ligação entre ultraprocessados e câncer colorretal.

 

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If your child's excessive social media use began before 18 and they were diagnosed with an eating disorder, severe anxiety, depression, or self-harm, your family may be eligible.

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Espresso

Menopausa O primeiro adesivo hormonal combinado genérico pode tornar o alívio dos sintomas da menopausa mais barato. →

Transplante Transplante de medula com doadores da família meio compatíveis teve 96% de sobrevida em crianças e jovens com anemia aplástica grave, segundo o Johns Hopkins. →

Radioterapia Radioterapia de três semanas após a mastectomia foi tão segura e eficaz quanto a de cinco semanas em mulheres que fazem reconstrução, segundo o estudo RT CHARM. →

 
 
03  Oftalmologia↑ índice

GLP-1 e neuropatia óptica: estudo vê segundo olho afetado mais cedo

Um estudo apresentado no encontro anual da American Academy of Ophthalmology, em Nova Orleans (9 a 12 de outubro), associou o uso de agonistas do receptor de GLP-1 a um segundo evento mais precoce de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NAION), em pacientes que já tinham a doença.

A equipe de Ashley Tin, da Carle Illinois College of Medicine, comparou eventos precoces (de um a seis meses) e tardios (de 36 a 60 meses) em 1.440 usuários de GLP-1 e 20.713 não usuários, separados entre as eras anterior e posterior ao GLP-1.

Entre os usuários, 69,5% dos eventos ocorreram em até seis meses, contra 52% entre os não usuários (risco relativo de 2,63). Os achados foram consistentes entre as eras, e a hemoglobina A1c era mais alta nos usuários.

Tin afirmou que o resultado reproduz, numa base de dados muito grande, a impressão clínica que motivou o estudo, e que a associação precisa ser investigada mais a fundo.

O achado é de associação em pacientes que já tinham NAION, e os autores pedem mais investigação.

Fonte: Medical Xpress

Ouvido no balcão

Não ficamos particularmente surpresos com os achados, porque a análise da grande base de dados era consistente com a observação clínica que motivou o estudo

Ashley Tin, Carle Illinois College of Medicine, em comunicado (tradução livre)

 
 
04  Regulação↑ índice

Estudo mapeia vínculos de representantes de pacientes do FDA com grupos financiados pela indústria

Um estudo publicado na Health Affairs Scholar revisou cerca de 240 reuniões de 12 comitês consultivos do FDA entre 2013 e 2022. Em média, cada reunião teve um representante de pacientes e um de consumidores.

Em quase 40% das reuniões havia ao menos um representante com vínculo ativo com organizações financiadas por farmacêuticas. Em uma de cada dez reuniões de análise de medicamentos, havia um representante ligado a organização apoiada pela empresa do remédio em exame, e os vínculos muitas vezes não eram declarados.

Exceto nos comitês de medicamentos de pele e olhos, todos os painéis tiveram ao menos uma reunião com representante de pacientes ligado a grupo financiado pela indústria. Os comitês de coração e rim tiveram a maior parcela, 52% das reuniões.

Estudos anteriores estimaram que 68% das organizações de pacientes e 83% das maiores recebem doações de empresas de medicamentos, dispositivos e biotecnologia. A autora principal, Genevieve Kanter, do USC Schaeffer Center, diz que é razoável questionar se esses vínculos afetam o voto dos representantes e que maior escrutínio do FDA provavelmente se justifica.

O estudo pede que o FDA olhe mais de perto de onde vêm os representantes que falam em nome do paciente.

Fonte: Medical Xpress

 
 
05  Saúde global↑ índice

Água entra na conta da saúde: especialistas pedem tratar a rede hídrica como infraestrutura crítica

Na edição do clima do BMJ, pesquisadores da United Nations University Institute for Water, Environment and Health argumentam que ataques a sistemas de água são ataques a sistemas de saúde. Defendem que sejam contados, contestados e antecipados como tal.

Os números: em 2024, o Pacific Institute registrou 420 eventos violentos ligados à água, 78% a mais que em 2022, e 61% deles envolviam ataque direto à infraestrutura.

Os autores citam exemplos. No Sudão, em maio de 2025, danos a uma usina cortaram a energia das estações de tratamento de Cartum, e quase 500 casos de cólera surgiram em um único dia. Em Gaza, cerca de 57% da infraestrutura de água estava danificada ou destruída até o fim de janeiro de 2024; nos três meses após a escalada, a OMS registrou 136.400 casos de diarreia em menores de 5 anos, 25 vezes a taxa anterior à guerra.

As prioridades para líderes de saúde: reconhecer os sistemas de água como infraestrutura crítica de saúde, acompanhar qualidade da água e resistência antimicrobiana e preparar os serviços para a perda de água antes que ela ocorra, com saneamento resiliente e estoques de reserva. Os autores ressalvam que a escassez raramente é a única causa de um conflito.

A água passa a entrar no planejamento de saúde pública como infraestrutura crítica, e não só como serviço.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · A revisão da American Diabetes Association sobre o incidente de junho em Nova Orleans segue em andamento, agora sem a diretora científica e médica Rita Kalyani, que deixou o cargo na terça-feira.

Hoje · O CMS passou a usar contra centros de cuidado diurno de adultos em Nova York a autoridade de excluir prestadores dos programas federais, concedida uma semana antes.

Pra viagem

Anote hoje as horas de sono e de tela sedentária do seu filho de até 4 anos e compare com os limites das diretrizes: no máximo uma hora de tela entre 2 e 4 anos, e nenhuma abaixo de 2.

Hoje o dado que importa é o que se divide por tipo de alimento, por comitê e por faixa de idade: a média sozinha esconde onde está o problema. Vale perguntar sempre qual é a fatia que ficou de fora.

 
 
 
HealthShot Quiz

Que parcela das crianças canadenses de até 4 anos cumpriu, ao mesmo tempo, as recomendações de atividade física, sono e tempo de tela?

A25%
B48%
C67%
D80%

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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