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23 AGO · Nº 077

Bom dia, cafeinado.

A moda da vez nas redes é o queijo cottage, prometido como aliado de músculo e perda de gordura, mas a ciência por trás da promessa é mais fina do que o volume de receitas virais sugere. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🧀Cottage cheese sob a lupa01↓
🧬Novo padrão de mutação no câncer colorretal02↓
🌿Hortelã-pimenta baixa pressão03↓
🗣️Poliglota, cérebro mais jovem04↓
🏃Exercício e manutenção de peso05↓
 
 
01  A manchete↑ índice

Cottage cheese vira febre nas redes, mas ciência não confirma todo o benefício

O queijo cottage virou ingrediente onipresente nas redes sociais: aparece em dips, misturado em massas de bolo e até em pizza e brownie. A promessa que viralizou é sempre a mesma, alto teor de proteína capaz de ajudar a ganhar músculo e perder gordura.

Segundo checagem publicada pelo Medical Xpress, o respaldo científico por trás dessas alegações é bem menor do que o número de receitas virais que circulam por aí. O produto está sendo tratado como suplemento funcional, mas a pesquisa que sustenta os benefícios anunciados ainda é escassa.

O padrão se repete com boa parte das modas alimentares que nascem nas redes: a promessa viaja mais rápido que a evidência que a comprovaria. Cottage cheese entrou nessa lista, vendido como atalho pra resultado que a ciência disponível ainda não confirma com solidez.

Pra quem já inclui o alimento na dieta, o problema não é comer cottage cheese, e sim esperar dele um efeito que os estudos existentes não sustentam. Trocar refeição pensando em ganho muscular garantido pode gerar frustração quando o resultado não aparece.

Quem trocou proteína de fonte já testada pelo queijo cottage esperando resultado turbinado pode estar de olho no alimento errado.

Fonte: Medical Xpress

Dois lados da xícara

▲ Ganha

criadores de receitas e marcas que embarcam na moda viral do queijo cottage

▼ Perde

consumidor que troca proteína testada por expectativa de resultado que a ciência ainda não confirma

 
 
02  Câncer↑ índice

Cientistas identificam padrão de mutação até então despercebido no câncer colorretal

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, em colaboração com outras instituições, identificaram um padrão de mutações de DNA que vinha passando despercebido em casos de câncer colorretal.

Esses padrões, chamados de assinaturas mutacionais, são usados pela ciência pra investigar quais processos biológicos e ambientais danificaram o DNA ao longo do desenvolvimento do tumor.

Encontrar uma assinatura nova amplia o mapa de causas possíveis por trás do câncer colorretal, um tipo de tumor que já vem crescendo entre adultos mais jovens em outros levantamentos recentes.

O achado ainda está em fase de identificação e caracterização, sem indicar por enquanto um novo exame ou tratamento pronto pra uso clínico.

Entender melhor a origem do dano no DNA é o primeiro passo pra diagnóstico e prevenção mais precisos no futuro.

Fonte: Medical Xpress

A dose exata

13 anos Falar quatro idiomas foi associado a um cérebro aparentando até 13 anos mais jovem que o de monolíngues.

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Espresso

Doença por carrapato Nova terapia com anticorpos mostrou potencial contra a febre hemorrágica da Crimeia-Congo, que mata até 40% dos infectados e ainda não tem tratamento amplamente aprovado.

Câncer no sangue Terapia inédita mira a proteína MYC, alvo considerado indomável há décadas, com resultados pré-clínicos promissores contra cânceres de sangue difíceis de tratar.

Imunidade Suplemento à base de levedura reprogramou células imunes em camundongos e fortaleceu a resposta contra câncer colorretal, de pele e de mama.

 
 
03  Pressão arterial↑ índice

Óleo de hortelã-pimenta reduz pressão arterial em 20 dias, mostra estudo

Um novo estudo indica que o óleo de hortelã-pimenta pode ajudar a controlar a pressão arterial levemente elevada. Adultos que tomaram uma dose pequena duas vezes ao dia por 20 dias viram a pressão sistólica cair em média 8,5 mmHg.

Um grupo que recebeu placebo, no mesmo período, teve praticamente nenhuma mudança na pressão, o que reforça a diferença atribuída ao óleo.

Os pesquisadores destacam que se trata de um produto barato e de fácil acesso, o que abre caminho pra uma opção adicional simples no manejo de pressão levemente alta.

O resultado ainda não substitui tratamento já prescrito, mas soma mais uma ferramenta possível pra quem busca controlar a pressão sem recorrer só a medicação.

Quem tem pressão levemente elevada ganha mais uma opção barata pra discutir com o médico como complemento.

Fonte: ScienceDaily Health

 
 
04  Neurociência↑ índice

Falar vários idiomas pode deixar o cérebro até 13 anos mais jovem

Pessoas que falam mais de um idioma podem ter um cérebro que envelhece mais devagar, segundo novo levantamento. Quem fala quatro idiomas apresentou cérebro com aparência cerca de 13 anos mais jovem do que o de monolíngues.

O efeito não depende só do número de idiomas: começar a aprender mais cedo e alcançar fluência alta também estiveram ligados a um benefício mais forte.

O achado se soma a outras evidências que associam estímulo cognitivo continuado, como aprendizado de idioma, a um envelhecimento cerebral mais lento.

Pra quem já é bilíngue ou está pensando em aprender um novo idioma, o resultado funciona como incentivo extra além da utilidade prática do próprio idioma.

Aprender um novo idioma na vida adulta pode valer como investimento real em saúde cognitiva de longo prazo.

Fonte: ScienceDaily Health

O nível da xícara

Diferença de idade cerebral aparente entre monolíngues e falantes de quatro idiomas.

Monolíngue
  
0 anos
4 idiomas
  
13 anos mais jovem
 
 
05  Peso e exercício↑ índice

Exercício ajuda mais a manter peso do que a perder, mostra revisão

Exercício físico sozinho pode não ser uma ferramenta tão poderosa pra emagrecer, mas parece ter papel bem maior em evitar que o peso perdido volte, segundo nova revisão.

O mecanismo passa por preservar massa muscular, sustentar o metabolismo, melhorar a queima de gordura e regular apetite e açúcar no sangue, todos fatores que facilitam manter o peso a longo prazo.

Isso muda o foco de quem já perdeu peso: a atividade física deixa de ser só meta de emagrecimento e passa a funcionar como seguro contra o efeito sanfona.

A recomendação prática que emerge do estudo é manter rotina de treino mesmo depois de bater a meta de peso, e não só enquanto ainda está emagrecendo.

Quem já perdeu peso deve manter o treino regular não pra emagrecer mais, mas pra não recuperar o que já foi perdido.

Fonte: ScienceDaily Health

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · O estudo do óleo de hortelã-pimenta ainda não teve o detalhamento metodológico completo divulgado; vale acompanhar a publicação revisada por pares.

Esta semana · O novo padrão de mutação no câncer colorretal segue em fase de caracterização; próximo passo é testar aplicação em diagnóstico.

Pra viagem

Agende ao menos 2 sessões semanais de treino de força pra preservar massa muscular durante a manutenção do peso.

Entre a moda do prato do momento e a pesquisa que leva anos pra confirmar algo com solidez, a diferença de tempo é o que separa curiosidade de certeza.

 
 
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Segundo o estudo do óleo de hortelã-pimenta, qual foi a queda média na pressão sistólica após 20 dias de uso?

A8,5 mmHg
B3 mmHg
C15 mmHg
DNenhuma mudança

Veja o ranking de quem mais acerta 

 
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