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Espresso Gilead A Gilead Sciences vai pagar US$ 45 milhões para encerrar acusação do Texas de propinas que influenciaram prescrições pagas pelo Medicaid do estado. → Hemodiálise Em ensaio com 183 pacientes em hemodiálise, o ligante de potássio SZC reduziu o peso da restrição alimentar de potássio e controlou melhor o potássio no sangue. → MAHA Calley Means, conselheiro do movimento MAHA, deixou a Casa Branca dias antes das eleições de meio de mandato. →
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Frutas e vegetais superam bicarbonato em doentes renais crônicos, aponta estudo de 10 anos
 Um ensaio clínico sugere que frutas e vegetais formadores de base podem ser melhores que o bicarbonato de sódio oral, tratamento padrão, contra a acidose metabólica (excesso de acidez no organismo) em pessoas com doença renal crônica. Os resultados serão apresentados no ASN Kidney Week 2026, de 22 a 25 de outubro. O estudo reuniu 108 adultos com doença renal crônica em estágio 3 e acidose metabólica, divididos em três grupos de 36: frutas e vegetais, bicarbonato de sódio oral ou cuidado usual. Nos dois primeiros, a meta era reduzir pela metade a acidez da dieta. Os participantes foram acompanhados anualmente por 10 anos. Houve 115 internações, 166 idas ao pronto-socorro e 34 pacientes que precisaram de diálise. Frente ao cuidado usual, o grupo das frutas e vegetais teve menos internações (14 contra 64), menos visitas ao pronto-socorro (20 contra 88) e menor progressão para diálise (quatro contra 16). Quem tomou bicarbonato não diferiu do cuidado usual nesses desfechos. Segundo a autora correspondente, Nimrit Goraya, do Baylor Scott and White Health, o tratamento com frutas e vegetais teve desfechos melhores a longo prazo sem aumentar os custos para o sistema de saúde ou para a sociedade. Os autores defendem avaliar intervenções alimentares também em escala populacional.
Para quem tem doença renal crônica, a dieta pode pesar mais que o bicarbonato, mas a mudança passa pela equipe médica.
Fonte: Medical Xpress
O nível da xícara Internações ao longo de 10 anos de acompanhamento, por grupo de tratamento. |
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Células imunes gama-delta surgem como nova arma contra o câncer de pulmão de pequenas células
 Cientistas do instituto WEHI identificaram um tipo de célula imunológica antes negligenciado que consegue detectar e destruir o câncer de pulmão de pequenas células, a forma mais agressiva da doença no mundo. A descoberta foi publicada na revista Cancer Cell. Pacientes com mais dessas células especializadas tenderam a sobreviver por mais tempo. A gravidade do quadro explica o interesse: menos de 7% dos pacientes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico. A imunoterapia melhorou muito o tratamento de vários cânceres, mas contra esse tumor seus resultados são bem mais limitados, e só uma pequena parcela dos pacientes tem benefício duradouro. O obstáculo central é a capacidade do tumor de escapar da vigilância imunológica. Esses tumores costumam passar despercebidos pelas células imunes convencionais, das quais muitas imunoterapias dependem, e a doença persiste apesar das defesas naturais do corpo. As células identificadas indicam outro caminho para o sistema imune reconhecer e atacar o câncer. A equipe também mostrou que medicamentos já em uso podem aumentar a capacidade dessas células de matar o câncer. A abordagem poderia, no futuro, melhorar tratamentos existentes e ampliar o número de pacientes que se beneficiam da imunoterapia.
Um tumor sem boas opções de imunoterapia ganha uma pista nova, com remédios que já existem.
Fonte: ScienceDaily Health
Ouvido no balcão Strikingly, patients whose tumors contained more of these specialized immune cells often had better treatment outcomes. Profa. Kate Sutherland, autora sênior do estudo e chefe de laboratório do WEHI, em ScienceDaily |
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Mayo Clinic testa radiação em baixa dose contra a inflamação cerebral no Parkinson
 Pesquisadores da Mayo Clinic estudam se a radioterapia em baixa dose pode retardar a progressão do Parkinson ao atuar sobre a inflamação nas áreas do cérebro afetadas. O ensaio clínico é o primeiro a investigar a radiação em baixa dose como abordagem anti-inflamatória em pacientes com Parkinson em estágio inicial. A radioterapia costuma ser usada contra o câncer, com doses mais altas para danificar células tumorais e impedir seu crescimento. Aqui, a aposta é bem diferente: doses muito menores e direcionadas, na tentativa de reduzir a inflamação. A radiação vai para pequenas áreas do cérebro consideradas envolvidas no surgimento e na progressão da doença, sem expor o cérebro inteiro. A radio-oncologista Yasamin Sharifzadeh, investigadora principal, explica que o objetivo é sair do tratamento dos sintomas e verificar se a radiação afeta um dos processos biológicos associados à doença. O neurologista Rodolfo Savica lembra que o Parkinson reúne subtipos que podem diferir biologicamente, mas que a inflamação parece ter papel relevante em muitas formas. Hoje não há cura. O tratamento se concentra em controlar sintomas com medicamentos e, em alguns casos, procedimentos como ultrassom focado ou estimulação cerebral profunda. A doença está ligada à perda gradual de células que produzem dopamina e ao acúmulo de proteínas anormais no cérebro.
A pesquisa tenta mirar a causa biológica do Parkinson, e não só os sintomas, mas está em fase de teste.
Fonte: Medical Xpress
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No radar · a agenda de hoje Hoje · O ASN Kidney Week 2026 segue em andamento, com novos estudos sobre saúde renal. Hoje · Especialistas em nutrição cobram da Casa Branca a definição de alimentos ultraprocessados antes das eleições; vale ver se o governo responde. Domingo · Último dia do ASN Kidney Week 2026, que vai de 22 a 25 de outubro.
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Pra viagem Leve à próxima consulta de nefrologia a pergunta sobre frutas e vegetais como alternativa ao bicarbonato, sem mudar a dieta por conta própria. Vacina sob medida, radiação em doses pequenas, frutas no prato: o dia mostrou tratamentos que escolhem melhor o alvo. Falta saber quantos deles chegam do ensaio clínico até a consulta. |
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Evidência, não achismo
Boa saúde.
HealthShot
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