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HealthShot

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26 OUT · Nº 142

Bom dia, cafeinado.

Um líquido pintado no dente em segundos parou a cárie em mais da metade dos dentes de leite tratados em um ensaio com 830 crianças, e a edição traz ainda a primeira vacina de mRNA personalizada a mostrar ganho em teste pivotal. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🦷Cárie sem broca01↓
💉Vacina de mRNA contra câncer02↓
🩺Remédio de pressão: dose importa03↓
🍄Psicodélicos e inflamação04↓
🔎Jovens e diagnóstico tardio05↓
 

Quem banca a edição de hoje

DIT AgTech Doesn’t Need to Sell Hardware to Make Money.

One installation can generate years of recurring supplement revenue. 

DIT AgTech provides the hardware free to ranchers through a three-year nutrition plan. The hardware gets installed once. The supplements keep generating revenue year after year. 

Then there’s the second paycheck. 

Methane reduction is becoming an economic opportunity for agriculture. 

Methane-reducing nutrition create carbon credits, giving ranchers another income stream while creating an additional revenue opportunity for DIT AgTech. 

That means one connected livestock operation generates recurring supplement revenue, with carbon revenue as additional upside. 

We win when ranchers win. 

The model is already working in Australia, one of the world's toughest livestock environments, with 500+ units deployed and 370,000 head on the platform. 

Now DIT AgTech brings that proven model to the massive U.S. livestock market. 

For investors, the opportunity is getting in before the model scales into its next market.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi​

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01  A manchete↑ índice

Líquido que para a cárie sem broca é confirmado em estudo com 830 crianças

Um ensaio clínico de fase III confirmou que um líquido simples e barato consegue parar a cárie em crianças pequenas, sem broca, sem injeção e sem sedação. O tratamento se chama diamino fluoreto de prata (SDF, na sigla em inglês) e leva só segundos por dente afetado. Os resultados foram publicados na JAMA Pediatrics.

O dentista pinta o líquido direto sobre a cavidade, com um aplicador de ponta de esponja minúscula. A solução testada continha 38% de diamino fluoreto de prata e, aplicada a cada seis meses, interrompeu a lesão em mais da metade dos dentes de leite afetados. Dentistas chamam esse efeito de paralisar a cárie: a área danificada deixa de piorar, mas a estrutura perdida não é reposta como numa restauração.

A pesquisa foi liderada pela Universidade de Michigan e incluiu 830 crianças com menos de 6 anos. Elas foram recrutadas em clínicas odontológicas, consultórios pediátricos e nos programas federais Head Start e Early Head Start, de educação infantil, em Michigan, Nova York e Iowa.

A prata combate as bactérias associadas à cárie, e o flúor reforça a estrutura mineral do dente e ajuda a resistir a novos danos. O peso do achado está no sistema de saúde: todo ano, milhares de crianças pequenas nos Estados Unidos vão a pronto-socorros por cárie não tratada, e médicos de emergência em geral não podem fazer o procedimento dentário necessário. Parte delas segue com dor e infecção, e outras acabam em cirurgia sob anestesia geral.

Para quem tem filho pequeno, a cárie pode ganhar um tratamento de segundos, sem broca, injeção ou sedação.

Fonte: ScienceDaily Health

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Crianças pequenas com cárie e suas famílias, que podem evitar broca, injeção e sedação.

▼ Perde

A broca e a cirurgia sob anestesia geral, evitáveis em parte dos casos de cárie infantil.

 
 
02  Oncologia↑ índice

Vacina de mRNA sob medida reduz em 42% recidiva ou morte em teste pivotal

O primeiro ensaio pivotal de uma vacina de mRNA personalizada contra o câncer foi apresentado neste fim de semana em Madri, no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). A vacina, chamada intismeran, é da Merck e da Moderna e foi testada em combinação com o Keytruda, medicamento da Merck da classe dos inibidores de checkpoint.

A combinação reduziu em 42% o risco de recidiva ou morte, na comparação com o Keytruda sozinho. O resultado pesa porque as vacinas contra o câncer carregam uma história difícil: Vinod Balachandran, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, chamou essa trajetória em palestra de “longa e sórdida”, com cerca de 100 anos de fracassos até agora.

Com o dado em mãos, a conversa no congresso já passou a ser como os especialistas em melanoma devem adotar o medicamento e quão amplamente essas vacinas inéditas podem ser aplicadas.

James Larkin, do Royal Marsden Hospital, em Londres, e copresidente científico do ESMO deste ano, afirmou na coletiva de abertura que, em princípio, esse tipo de abordagem pode valer para outros tipos de tumor. A fala indica a direção em que os pesquisadores querem levar a tecnologia a partir de agora.

A primeira vitória em teste pivotal de uma vacina personalizada contra o câncer abre a discussão sobre uso em escala.

Fonte: STAT News

Ouvido no balcão

In principle, this type of approach may be applicable to other types of tumors

James Larkin, Royal Marsden Hospital e copresidente científico do ESMO, em coletiva de abertura (STAT News)

 

Quem banca a edição de hoje

North America buys up to 10 million tonnes of road salt from overseas each winter. Atlas Salt (TSXV: SALT) is building a closer source in Newfoundland, projected to generate C$188M a year.

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Espresso

Sarampo Os casos de sarampo nos EUA já são mais que o dobro dos do ano passado, e a Pensilvânia lidera com pelo menos 1.338 casos confirmados em 44 condados. →

Álcool Um grande estudo associa duas doses por dia a um risco de 1 em 25 de óbito por causas ligadas ao álcool ao longo da vida, sem benefício geral de saúde. →

Aspirina Idosos com um perfil genético específico tiveram risco relativo de demência 70% menor com aspirina em baixa dose, embora estudos anteriores não tenham achado proteção geral. →

 
 
03  Coração↑ índice

Análise com 91 mil pacientes mede quanto vale tomar todas as doses do remédio de pressão

Faltar doses do remédio para pressão alta reduz a capacidade dele de proteger contra infarto, AVC e outros problemas cardiovasculares, segundo dados apresentados no congresso ESC 2026. Estima-se que 1,4 bilhão de adultos de 30 a 79 anos no mundo tenham hipertensão, e cerca de metade dos pacientes não toma a prescrição como orientado.

A pesquisadora Qianqian Yang, da Universidade de Oxford, explicou que os dados anteriores vinham de estudos observacionais, sujeitos a fatores de confusão. Por esse motivo, a equipe analisou dados individuais de 91.339 participantes de nove ensaios clínicos, cada um comparando um tratamento para a pressão com placebo ou com um esquema menos intensivo.

Quem tomou pelo menos 80% da medicação prescrita entrou no grupo de adesão maior, e quem tomou menos de 80% ficou no grupo de adesão menor. A adesão caiu com o tempo mesmo nas condições estruturadas dos ensaios: 88% dos participantes atingiram o patamar no primeiro ano, mas só 79% no quinto.

A diferença apareceu na pressão. Entre os de adesão maior, a pressão sistólica (o número de cima) ficou 5,2 mmHg mais baixa no grupo tratado do que no comparador. Entre os de adesão menor, a diferença encolheu para 3,0 mmHg, ou seja, 2,2 mmHg a menos de benefício medido.

O ganho que o remédio de pressão entrega nos estudos depende de tomar as doses como prescrito.

Fonte: ScienceDaily Health

O nível da xícara

Redução da pressão sistólica no grupo tratado versus comparador, por nível de adesão

Adesão de 80% ou mais
  
5,2 mmHg
Adesão abaixo de 80%
  
3,0 mmHg
 
 
04  Ciência↑ índice

Psicodélicos mostram efeito anti-inflamatório em animais, com resultado misto em humanos

Substâncias que alteram percepção e humor, como a psilocibina dos cogumelos e o LSD, despertam interesse científico para tratar transtornos mentais e cerebrais. Uma revisão sistemática com meta-análise, publicada na Brain, Behavior, and Immunity, olhou para outro lado: o potencial anti-inflamatório e imunomodulador dos psicodélicos serotoninérgicos.

Esses compostos têm estrutura química parecida com a da serotonina e se ligam aos mesmos receptores no cérebro e no corpo. A serotonina regula humor, comunicação entre neurônios e respostas imunes. Ao se ligar aos receptores no sistema nervoso central, os psicodélicos ativam a neuroplasticidade, que ajuda o cérebro a formar novas conexões e a sair de padrões rígidos ligados a depressão, ansiedade e vício.

A revisão analisou 61 estudos. A maioria dos trabalhos com células cultivadas em laboratório e com animais encontrou redução da inflamação. Em humanos, o resultado foi mais misto: apenas três dos dez ensaios mostraram menos inflamação.

Ao combinar os dados dos estudos com camundongos, os pesquisadores viram forte efeito anti-inflamatório, mas só quando a inflamação de base já estava elevada por um sistema imune hiperativo. Em camundongos saudáveis, não houve efeito algum.

Como a inflamação crônica está ligada a transtornos mentais, acalmá-la pode ser mais uma via pela qual essas substâncias agem. Estudos já relatam benefícios em depressão, PTSD, Parkinson e enxaqueca, e a busca é por terapias que funcionem junto com a medicação convencional.

O efeito anti-inflamatório dos psicodélicos ainda não se confirmou em humanos e, em camundongos, só apareceu com inflamação já alta.

Fonte: Medical Xpress

A dose exata

Só 3 dos 10 ensaios em humanos mostraram redução da inflamação com psicodélicos, enquanto a maioria dos estudos em células e animais viu o efeito.

 
 
05  Prevenção↑ índice

Estudo mapeia o que atrasa o diagnóstico de câncer em adultos jovens

Uma pesquisa da Universidade de Buffalo investigou o que acontece entre o primeiro sintoma e o diagnóstico de câncer em adultos jovens. A autora, Natasha Allard, passou a olhar o tema quando um amigo foi diagnosticado, aos 26 anos, com câncer de testículo em estágio 4. Ela aprendeu que o câncer é cada vez mais diagnosticado em jovens adultos, enquanto se mantém estável ou cai entre os mais velhos.

Segundo a American Cancer Society, o câncer já está entre as cinco principais causas de morte de adultos de 20 a 39 anos. Entre as mulheres jovens, é a principal causa de morte relacionada a doença. Allard diz que há muita pesquisa sobre tratamento e prevenção, mas bem menos sobre o que as pessoas fazem entre notar um sintoma e receber o diagnóstico, e que esse tempo importa.

No início de 2023, ela entrevistou 30 pessoas de 20 a 39 anos, de todo o país, que tinham sido diagnosticadas com câncer. Em média, elas tinham 28 anos no diagnóstico e cerca de quatro anos desde então. Allard pediu que voltassem ao primeiro sintoma ou à primeira intuição de que algo estava errado.

Muitos esperaram meses ou até anos para procurar um médico, e vários adiaram a consulta por atribuir os sintomas ao estresse. A pergunta da pesquisa era como eles decidiram se os sintomas eram sérios e como os médicos responderam. O trabalho foi publicado em 22 de agosto na Cancer Causes & Control, com Heather Orom, orientadora de Allard, como coautora.

Sintoma que dura meses e é atribuído ao estresse merece consulta, mesmo em quem é jovem.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Contagem de sarampo: a Pensilvânia soma pelo menos 1.338 casos em 44 condados, e vale conferir se o número do estado sobe.

Hoje · Vacina da gripe: a NPR ouviu a Dra. Ann Falsey, da Universidade de Rochester, sobre o que quem tem 50 anos ou mais precisa saber antes da dose.

Hoje · Remédio de pressão: confira se a sua receita está em dia e se nenhuma dose da semana ficou para trás.

Pra viagem

Marque hoje a consulta para o sintoma que você vem atribuindo ao estresse e anote desde quando ele existe para levar ao médico.

Hoje a medicina aparece em duas escalas: um líquido pintado em segundos num dente e uma vacina feita sob medida para cada tumor. Entre uma e outra, o fio comum é o tempo, de tratar cedo, tomar a dose e procurar o médico antes que a desculpa do estresse vença.

 
 
★ RARO

🔒

EDIÇÃO SELADA

Quem leu até aqui tem mais um achado desta edição atrás do lacre.

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HealthShot Quiz

Na análise de 91.339 participantes sobre remédios de pressão, qual foi a redução da pressão sistólica no grupo tratado entre quem tomou menos de 80% da medicação?

A5,2 mmHg
B3,0 mmHg
C1,4 mmHg
D8,8 mmHg

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆262728293031

Dia 2 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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