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HealthShot

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27 OUT · Nº 143

Bom dia, cafeinado.

Um exame de mama que reconstrói cortes de até 1 mm achou mais tumores e reduziu os diagnósticos no primeiro ano após um resultado normal, e o ciclo ainda traz imunoterapia, ferro no sangue e musculação. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🩻Tomossíntese reduz tumores entre exames01↓
🧬Imunoterapia precoce em mama triplo-negativo02↓
🩸Remédios de diabetes elevam a hemoglobina03↓
🧠Diagnóstico neurológico divide pacientes e médicos04↓
🏋️Musculação ajuda a emagrecer05↓
 

Quem banca a edição de hoje

AI Won’t Replace Ranchers. But It Will Change Who Wins.

AI can analyse data. 

AI can generate recommendations. 

But someone still has to make things happen in the real world. 

DIT AgTech combines hardware, AI, nutrition automation and real-time data to turn intelligence into action across livestock operations. 

It gives ranchers technology that works alongside them, automating supplementation and helping them produce more with less. 

That's Physical AI. 

And it's already operating in the real world, across 500+ deployed units and 370,000 head of livestock on the platform. 

As AI moves from screens into the physical economy, DIT AgTech is building the infrastructure for it in livestock production. 

And the market is massive. 

Livestock is still one of the world's least automated major industries. The race to bring Physical AI to it has barely begun. 

Be one of the first to see where this is going.

𝘐𝘯 𝘮𝘢𝘬𝘪𝘯𝘨 𝘢𝘯 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘮𝘦𝘯𝘵 𝘥𝘦𝘤𝘪𝘴𝘪𝘰𝘯, 𝘪𝘯𝘷𝘦𝘴𝘵𝘰𝘳𝘴 𝘮𝘶𝘴𝘵 𝘳𝘦𝘭𝘺 𝘰𝘯 𝘵𝘩𝘦𝘪𝘳 𝘰𝘸𝘯 𝘦𝘹𝘢𝘮𝘪𝘯𝘢𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘪𝘴𝘴𝘶𝘦𝘳 𝘢𝘯𝘥 𝘵𝘩𝘦 𝘵𝘦𝘳𝘮𝘴 𝘰𝘧 𝘵𝘩𝘦 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘪𝘯𝘤𝘭𝘶𝘥𝘪𝘯𝘨 𝘵𝘩𝘦 𝘮𝘦𝘳𝘪𝘵𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘳𝘪𝘴𝘬𝘴 𝘪𝘯𝘷𝘰𝘭𝘷𝘦𝘥. 𝘋𝘐𝘛 𝘈𝘨𝘛𝘦𝘤𝘩 𝘩𝘢𝘴 𝘧𝘪𝘭𝘦𝘥 𝘢 𝘍𝘰𝘳𝘮 𝘊 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘵𝘩𝘦 𝘚𝘦𝘤𝘶𝘳𝘪𝘵𝘪𝘦𝘴 𝘢𝘯𝘥 𝘌𝘹𝘤𝘩𝘢𝘯𝘨𝘦 𝘊𝘰𝘮𝘮𝘪𝘴𝘴𝘪𝘰𝘯 𝘪𝘯 𝘤𝘰𝘯𝘯𝘦𝘤𝘵𝘪𝘰𝘯 𝘸𝘪𝘵𝘩 𝘪𝘵𝘴 𝘰𝘧𝘧𝘦𝘳𝘪𝘯𝘨, 𝘢 𝘤𝘰𝘱𝘺 𝘰𝘧 𝘸𝘩𝘪𝘤𝘩 𝘮𝘢𝘺 𝘣𝘦 𝘰𝘣𝘵𝘢𝘪𝘯𝘦𝘥 𝘩𝘦𝘳𝘦: https://bit.ly/4bzuWCi

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01  A manchete↑ índice

Tomossíntese acha mais câncer de mama e reduz tumores que surgem entre exames

O TOSYMA, maior estudo do mundo comparando tomossíntese digital e mamografia, mostrou que, no primeiro ano após um exame normal, a taxa de diagnósticos de câncer invasivo de mama foi 29% menor no grupo da tomossíntese. O trabalho saiu na The Lancet Oncology, assinado por pesquisadores da Universidade de Münster e do hospital universitário UKM, com outros parceiros.

Na tomossíntese, várias imagens são feitas de ângulos diferentes com raios X de baixa dose, e a partir delas se reconstroem cortes da mama com até um milímetro de espessura. Assim, sinais de tumor ficam menos encobertos pelo tecido sobreposto. Na Alemanha, o câncer de mama é de longe o mais comum entre as mulheres, com cerca de 75 mil casos novos por ano.

O indicador usado é o câncer de intervalo, aquele diagnosticado entre duas consultas regulares de rastreamento. Esses tumores tendem a ser mais agressivos e a ter pior prognóstico, e servem, por esse motivo, de medida da eficácia da detecção precoce. A estimativa dos autores é que a tomossíntese no programa de rastreamento evitaria cerca de um quarto dos cânceres invasivos de intervalo em dois anos após uma mamografia digital.

A primeira análise, de 2022, já indicava que a tomossíntese achava mais tumores invasivos: 7,1 contra 4,8 por mil mulheres examinadas. Na segunda, no primeiro ano, foram 4,5 contra 6,3 diagnósticos por 10 mil mulheres. Em dois anos, a taxa ficou em 14,2 contra 18,6 (24% menor), porém sem significância estatística, e os autores citam a pandemia, entre outros fatores, pelo recrutamento de cerca de 20 mil mulheres a menos que o planejado.

Para quem faz rastreamento, a tecnologia reduz os tumores que aparecem entre uma consulta e outra, ainda que a diferença em dois anos não tenha alcançado significância estatística.

Fonte: Medical Xpress

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Mulheres em rastreamento: menos cânceres invasivos aparecendo entre exames, segundo o estudo TOSYMA.

▼ Perde

Mamografia digital convencional: no primeiro ano teve mais diagnósticos invasivos de intervalo (6,3 contra 4,5 por 10 mil).

 
 
02  Oncologia↑ índice

Imunoterapia antes da cirurgia é testada em câncer de mama triplo-negativo inicial

Os cânceres de mama triplo-negativos são mais diagnosticados em mulheres jovens e se caracterizam pela ausência de receptores hormonais e de superexpressão de HER2. Por isso, não respondem à terapia hormonal nem aos tratamentos dirigidos ao HER2, e o prognóstico costuma ser menos favorável que o de outros subtipos.

Nos estágios II e III, somar imunoterapia à quimioterapia antes da cirurgia aumenta a chance de resposta patológica completa e melhora a sobrevida livre de eventos, o que reduz o risco de recidiva. Já para tumores pequenos de estágio I, a quimioterapia antes ou depois da cirurgia continua sendo o padrão quando indicada.

O POP-DURVA é um estudo de fase 2, multicêntrico, de braço único, patrocinado pelo Gustave Roussy. Avaliou um curso curto de durvalumabe, imunoterapia anti-PD-L1, aplicado antes do tratamento padrão (cirurgia ou quimioterapia pré-operatória) em pacientes com estágio I e tumores menores que dois centímetros. As 78 participantes receberam duas injeções, com 15 dias de intervalo.

O objetivo principal era saber se as duas doses bastariam para induzir resposta patológica completa, isto é, nenhuma célula cancerígena viável na mama e nos linfonodos axilares removidos. O desenho busca um sinal inicial de atividade e uma compreensão dos mecanismos de sensibilidade ou resistência à imunoterapia, sem pretender mostrar que o durvalumabe substitui a quimioterapia na rotina. Os números de resposta não constam no material consultado.

O estudo testa se parte das pacientes com tumor pequeno poderia, no futuro, receber menos quimioterapia.

Fonte: Medical Xpress

Ouvido no balcão

Hoje, algumas pacientes com câncer de mama triplo-negativo localizado em estágio I recebem quimioterapia, embora algumas delas possam, de fato, não precisar.

Dr. Joana Ribeiro, em Medical Xpress

 

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Espresso

Melanoma Vacina personalizada de mRNA (intismeran autogene) somada ao pembrolizumabe após a cirurgia reduziu em 42% o risco de recidiva ou óbito em melanoma de alto risco, na fase 3 INTerpath-001 apresentada no ESMO 2026. →

Pulmão O divarasib, terapia de nova geração contra KRAS G12C, prolongou a sobrevida e melhorou o controle da doença em pacientes já tratados com câncer de pulmão de células não pequenas, segundo pesquisadores do MD Anderson. →

Endométrio Fase 3 de um medicamento da Merck e da Kelun-Biotech reduziu em um terço o risco de óbito em câncer de endométrio avançado. →

 
 
03  Metabolismo↑ índice

Inibidores de SGLT2 elevam a hemoglobina e mexem no ferro, mostra metanálise

Uma metanálise liderada pelo nefrologista Michele Eisenga, publicada no JAMA, reuniu 85 ensaios clínicos randomizados com 70.543 participantes com diabetes, doença cardiovascular, insuficiência cardíaca e doença renal crônica. Os inibidores de SGLT2 são amplamente usados no diabetes tipo 2, na insuficiência cardíaca e na doença renal crônica.

Comparados a placebo ou a outros remédios que reduzem a glicose, os inibidores de SGLT2 foram associados a hemoglobina e hematócrito maiores após mediana de 24 semanas de acompanhamento. Em média, a hemoglobina subiu 0,60 g/dL e o hematócrito, 2,36%. O aumento foi modesto, porém consistente entre os estudos.

Os pesquisadores também olharam o metabolismo do ferro e a produção de glóbulos vermelhos. Os pacientes tratados tinham mais eritropoetina (EPO), hormônio que estimula a medula óssea, enquanto a saturação de transferrina e a ferritina caíram e o ferro sérico ficou praticamente estável. O padrão sugere que o corpo mobiliza estoques de ferro para sustentar a produção maior de glóbulos vermelhos.

A anemia é frequente em quem tem doença renal crônica e insuficiência cardíaca, com hemoglobina baixa e menor transporte de oxigênio. Ainda assim, o significado clínico das mudanças segue incerto: os aumentos foram pequenos, e não está claro se contribuem diretamente para os benefícios cardiovasculares e renais já observados com esses remédios.

Quem usa esses remédios pode ver a hemoglobina subir um pouco, e a ciência ainda investiga se o ganho tem relevância clínica.

Fonte: Medical Xpress

A dose exata

Em 85 ensaios, os inibidores de SGLT2 elevaram a hemoglobina em média 0,60 g/dL frente ao grupo controle.

 
 
04  Neurologia↑ índice

Estudo mostra por que o diagnóstico de transtorno neurológico funcional divide pacientes e médicos

Pesquisadores da Universidade de East Anglia e da Universidade de Cambridge investigaram pessoas com doenças autoimunes que também recebem diagnóstico de transtorno neurológico funcional (FND). A condição é reconhecida e pode causar fraqueza, tremores, alterações de movimento ou de sensibilidade e crises não epilépticas. A equipe analisou pesquisas internacionais com 1.853 pacientes, 400 clínicos e 463 pessoas do público, além de entrevistas aprofundadas.

O contraste entre os diagnósticos é grande: 86% dos pacientes concordaram com o diagnóstico de depressão, 53% com o de fibromialgia e 30% com o de FND. Apenas 7% aceitaram ouvir que seus sintomas eram psicossomáticos.

Do lado dos médicos, o estudo descreve a dificuldade de descobrir a causa dos sintomas. Muitos disseram ter pouco treinamento em FND, e outros têm opiniões muito fortes a favor ou contra o diagnóstico. Pacientes e médicos relataram sintomas atribuídos à causa errada, com erros de diagnóstico nos dois sentidos.

Pacientes chegaram a se sentir suicidas depois de perceber que o médico dizia que os sintomas estavam na cabeça deles. A autora principal, Melanie Sloan, afirma que os sintomas são reais e não são inventados nem estão sob controle da pessoa. A equipe defende comunicação melhor, atuação multidisciplinar e cuidado mais holístico.

Quem tem sintomas neurológicos inexplicados e doença autoimune ganha argumento para pedir explicação clara e avaliação de mais de uma especialidade.

Fonte: Medical Xpress

O nível da xícara

Percentual de pacientes que concordaram com cada diagnóstico ou rótulo recebido.

Depressão
  
86%
Fibromialgia
  
53%
FND
  
30%
Psicossomático
  
7%
 
 
05  Exercício↑ índice

Musculação ajuda a emagrecer e entra na meta semanal recomendada pelo HHS

A musculação tem fama de só "inchar", e especialistas dizem que essa reputação a subestima. Construir músculo ajuda a queimar mais calorias e a controlar o peso ao longo do tempo. Segundo Russell Camhi, de medicina esportiva do Northwell Health, o treino com pesos ativa grandes grupos musculares e, bem feito, pode gastar mais calorias que o cardio de ritmo constante.

Segundo a Cleveland Clinic, o músculo queima mais calorias que outros tecidos mesmo em repouso, e ganhá-lo acelera o metabolismo. A Mayo Clinic aponta melhora da composição corporal. Camhi acrescenta que o treino de força melhora a testosterona nos homens, é essencial para a densidade óssea nas mulheres e, mais tarde na vida, traz força e equilíbrio que reduzem o risco de quedas.

O Departamento de Saúde dos EUA (HHS) recomenda ao menos 150 minutos de exercício aeróbico moderado por semana, mais duas sessões de força que cubram os grandes grupos musculares. A Mayo Clinic orienta começar com aquecimento, como caminhada rápida, fazer 12 a 15 repetições com uma carga que canse o músculo, evitar exercícios que causem dor e dar um dia inteiro de descanso a cada grupo muscular antes de treiná-lo de novo.

O treino pode ser em casa ou na academia, com pesos livres, máquinas, faixas elásticas ou o próprio peso do corpo, em flexões, avanços e agachamentos. Camhi sugere movimentos simples: agachamento goblet, avanço, elevação de quadril, flexão, remada com halter e prancha. Para ele, é preciso começar devagar, porque muita gente avança rápido demais e se lesiona. Quem tem doença crônica deve falar antes com o médico.

Duas sessões semanais de musculação cabem na meta oficial e ajudam o peso, os ossos e o equilíbrio.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Se você está na faixa de rastreamento, pergunte ao seu serviço de mamografia se a tomossíntese está disponível.

Hoje · Observe a reação de hospitais e fornecedores como Epic e Oracle à regra americana que eliminou 14 dos 60 critérios de certificação de prontuários eletrônicos.

1º tri de 2027 · Prazo previsto para o fechamento da compra da Surgery Partners pela Bon Secours Mercy Health, em negócio de US$ 5,7 bilhões.

Pra viagem

Reserve dois dias desta semana na agenda para musculação e monte a sessão com agachamento goblet, avanço e prancha, de 12 a 15 repetições cada.

Entre um exame que olha a mama em camadas e um remédio que revela efeitos no ferro, o dia mostra que o achado depende do ângulo de quem examina. Vale perguntar, na próxima consulta, que lente está sendo usada.

 
 
 
HealthShot Quiz

No estudo TOSYMA, em quanto a taxa de câncer invasivo de mama no primeiro ano após um exame normal foi menor no grupo da tomossíntese, na comparação com a mamografia?

A12%
B29%
C45%
D7%

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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A casa deu 4,75 de 5 às sete edições antes desta.

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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆◆2728293031

Dia 3 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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