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HealthShot

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29 OUT · Nº 145

Bom dia, cafeinado.

Anticorpos aplicados ao nascer podem evitar mais da metade das internações de bebês por VSR nos dois primeiros meses de vida, segundo projeção do ECDC para a Europa, e o resto da edição passa por uma diretriz para uma doença de pele, um vídeo sobre rins e uma injeção que não superou o placebo. Vira o shot. ☕

No shot de hoje · toque pra pular

🍼Anticorpo ao nascer contra o VSR01↓
🩺Diretriz para hidradenite supurativa02↓
🎞️Vídeo e doença renal avançada03↓
🦶Aquiles: injeção sem ganho04↓
❤️HeartBot e o infarto nas mulheres05↓
 

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01  A manchete↑ índice

Anticorpo ao nascer pode evitar 61% das internações de bebês por VSR na Europa

Um novo relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) indica que imunizar todos os recém-nascidos contra o vírus sincicial respiratório (VSR) pode reduzir de forma substancial as internações de bebês no inverno. O documento chega quando a temporada de VSR, influenza e outras infecções respiratórias se aproxima na Europa.

Os modelos compararam duas rotas: imunizar o bebê direto com anticorpos monoclonais de ação prolongada ou vacinar a gestante. Com 90% dos recém-nascidos imunizados ao nascer, a projeção é de 61% menos internações por VSR nos dois primeiros meses de vida. Vacinar todas as gestantes levaria a uma queda de 52% no mesmo período.

Bruno Ciancio, chefe de unidade do ECDC, disse que proteger os bebês nos primeiros meses de vida é particularmente importante e que já existe uma ferramenta para esse fim. A imunização universal de recém-nascidos, acrescentou, pode reduzir em mais da metade o risco de internação por infecções respiratórias em crianças pequenas.

O pano de fundo pesa: VSR, influenza e outras infecções respiratórias colocam crianças em risco de doença grave e ainda pressionam os sistemas de saúde da região no outono e no inverno. Para quem acompanha de fora da Europa, o relatório mostra como um órgão técnico compara estratégias de proteção, com números projetados por modelos e não resultados já medidos.

Proteger o bebê direto com anticorpo tem efeito projetado maior do que vacinar a gestante, e a escolha pesa na lotação hospitalar do inverno.

Fonte: Medical Xpress

O nível da xícara

Queda projetada nas internações de bebês por VSR nos dois primeiros meses de vida, por estratégia.

Anticorpo no bebê
  
61%
Vacina na gestante
  
52%
 
 
02  Dermatologia↑ índice

Hidradenite supurativa ganha diretriz com 37 recomendações de tratamento

A Academia Americana de Dermatologia e a Hidradenitis Suppurativa Foundation publicaram em 20 de outubro, no Journal of the American Academy of Dermatology, diretrizes de cuidado para o manejo da hidradenite supurativa (HS). O texto nasce de uma revisão sistemática conduzida por Haley B. Naik, da Universidade da Califórnia em San Francisco, e colegas.

No total, os autores apresentam 37 recomendações baseadas em evidência. Entre as fortes estão quatro medicamentos: adalimumabe, bimequizumabe, infliximabe e secuquinumabe. A avaliação rotineira da dor entra na mesma categoria, ao lado dos medicamentos.

Outras recomendações são condicionais e abrangem várias frentes. Entre os tratamentos tópicos estão clindamicina, resorcinol e ruxolitinibe; entre os antibióticos sistêmicos, doxiciclina oral, tetraciclina, clindamicina com rifampicina e ertapenem intravenoso. Há ainda espironolactona (terapia hormonal), corticoide sistêmico de curta duração e upadacitinibe.

Procedimentos específicos, cessação do tabagismo, manejo de apoio da dor, suplementação de zinco e reposição de vitamina D também aparecem como recomendações condicionais. Naik afirmou, em comunicado, que as diretrizes estabelecem um padrão de cuidado baseado em evidência e dão a pacientes, dermatologistas e operadoras de saúde um roteiro compartilhado do que é atendimento de alta qualidade em HS.

O tratamento da HS ganha um padrão único que paciente e médico podem levar à consulta e discutir ponto a ponto.

Fonte: Medical Xpress

Ouvido no balcão

Toda pessoa que vive com HS merece um cuidado que atenda a esse padrão.

Haley B. Naik, da Universidade da Califórnia em San Francisco, em comunicado sobre a diretriz publicada no Journal of the American Academy of Dermatology

 

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Espresso

Peptídeos O HHS vai permitir que pequenas farmácias de manipulação produzam seis peptídeos não aprovados pela FDA, mas a medida pode não bastar para atender à demanda, segundo a NPR. →

TrumpRx O deputado Frank Pallone pediu ao Government Accountability Office que verifique se a plataforma TrumpRx economizou algum dinheiro, já que a Casa Branca fala em US$ 700 milhões desde fevereiro. →

Superbactérias O CDC nomeou as 4 superbactérias mais perigosas dos EUA, que causam cerca de 9,7 milhões de infecções e 50.800 mortes por ano. →

 
 
03  Rins↑ índice

Vídeo de apoio à decisão amplia o planejamento de cuidados de idosos com doença renal avançada

Um vídeo de apoio à decisão elevou o registro de planejamento antecipado de cuidados (ACP) no prontuário eletrônico de adultos mais velhos com doença renal crônica (DRC) avançada. O estudo saiu no JAMA Internal Medicine, em coincidência com o Kidney Week, encontro anual da Sociedade Americana de Nefrologia, realizado de 21 a 25 de outubro em Denver.

O ensaio clínico, multicêntrico e randomizado, foi conduzido em 12 clínicas ambulatoriais por Angelo E. Volandes, da Dartmouth Health, e colegas. Participaram pessoas com 65 anos ou mais: 225 no grupo controle, com atendimento habitual, e 228 no grupo intervenção.

Quem estava na intervenção assistiu a um vídeo certificado com três opções de tratamento para a DRC avançada e depois gravou uma declaração em vídeo com seus objetivos, valores e preferências, enviada ao clínico responsável.

Aos 12 meses, o registro de ACP chegou a 56,6% no grupo intervenção, contra 40,0% no controle. Depois do vídeo, só 13,2% dos participantes do grupo intervenção seguiam indecisos sobre o tratamento (41,3% no controle), e 50,7% preferiam manejo conservador (31,8% no controle). Os autores ressalvam que falta saber se o maior registro vira cuidado alinhado aos objetivos do paciente.

Um vídeo de apoio mais a declaração do próprio paciente coloca as preferências de tratamento no prontuário com mais frequência.

Fonte: Medical Xpress

A dose exata

O registro de planejamento de cuidados no prontuário chegou a 56,6% dos idosos que viram o vídeo, contra 40,0% do grupo controle.

 
 
04  Ortopedia↑ índice

Tendão de Aquiles: ensaio do BMJ mostra que injeções comuns não superam o placebo

Injeções usadas com frequência para tratar a tendinopatia de Aquiles não trazem vantagem clínica relevante sobre um tratamento simulado (sham), segundo ensaio publicado no BMJ. As injeções de alto volume, com solução salina, anestésico local e, às vezes, dose baixa de corticoide ao redor do tendão, não melhoraram dor e incapacidade em 12 meses.

A condição é uma das principais causas de dor persistente nos membros inferiores e atinge cerca de 6% das pessoas ao longo da vida. A terapia com exercícios é a recomendada, mas até 44% dos pacientes não se recuperam, e muitos buscam alternativas, como as injeções.

Os pesquisadores recrutaram 192 adultos em Melbourne, na Austrália, entre dezembro de 2019 e julho de 2022. Eles foram sorteados em três grupos: injeção simulada (64), injeção de alto volume sem corticoide (63) ou com corticoide (65). Todos receberam o mesmo programa de exercícios, educação e orientações sobre atividade.

Os dados de 181 dos 192 participantes (94%) aos 12 meses não mostraram diferença clara entre os grupos. A injeção sem corticoide não superou o placebo em nenhum momento, e a com corticoide deu melhora pequena na sexta semana, mas resultado pior que a sem corticoide na semana 26.

Antes de aceitar a injeção no tendão, vale perguntar ao médico por que ela superaria o exercício, que segue como base do tratamento.

Fonte: Medical Xpress

Dois lados da xícara

▲ Ganha

Pacientes com tendinopatia de Aquiles evitam injeção sem benefício em 12 meses e mantêm o exercício como base.

▼ Perde

Injeções de alto volume, com ou sem corticoide, ficam sem respaldo para uso rotineiro segundo o BMJ.

 
 
05  Coração↑ índice

Chatbot HeartBot ensina mulheres a reconhecer sintomas de infarto

O HeartBot, chatbot criado por pesquisadores da Universidade da Califórnia, responde a perguntas de mulheres sobre doença cardíaca. O projeto foi liderado por Yoshimi Fukuoka, cientista de enfermagem e docente da UC San Francisco. O estudo testou se o chatbot no celular aumentaria a consciência sobre riscos e o reconhecimento dos sintomas de infarto, para buscar ajuda médica.

Cada conversa é personalizada: o HeartBot lembra de diálogos anteriores e reconhece, por exemplo, a menção prévia a um familiar que teve infarto. Nas conversas, as participantes tratam de noções básicas, sintomas, fatores de risco e prevenção em tempo real. O chatbot explica que a dor no peito é comum a mulheres e homens, mas elas têm mais chance de sentir falta de ar, náusea, vômito e dor nas costas ou na mandíbula, sinais menos óbvios e que podem ser confundidos com outras condições.

A motivação é um recuo de consciência: as mulheres que sabiam que a doença cardíaca é a principal causa de morte entre elas caíram de 65% em 2009 para 44% em 2019, com as quedas mais fortes entre mulheres negras, hispânicas e mais jovens.

Falta de ar, náusea e dor nas costas ou na mandíbula também podem indicar infarto em mulheres, e conhecer esses sinais muda quando se procura ajuda.

Fonte: Medical Xpress

 
 

No radar · a agenda de hoje

Hoje · Peptídeos: que detalhes o HHS divulga sobre os seis peptídeos liberados para farmácias de manipulação.

Hoje · TrumpRx: se o GAO aceita o pedido de revisão enviado por Frank Pallone em 27 de outubro.

Hoje · VSR na Europa: como autoridades de saúde reagem ao relatório do ECDC sobre imunização de recém-nascidos.

Pra viagem

Anote no celular os sinais de infarto que mais aparecem em mulheres (falta de ar, náusea, vômito, dor nas costas ou na mandíbula) e mostre a lista a uma mulher da sua família.

Uma diretriz, um vídeo e um ensaio com placebo apontaram hoje para o mesmo lugar: antes de repetir o que se faz por hábito, vale medir o que de fato muda. Qual rotina da sua semana nunca passou por esse teste?

 
 
 
HealthShot Quiz

Segundo o relatório do ECDC, com 90% dos recém-nascidos imunizados com anticorpos ao nascer, quanto as internações de bebês por VSR podem cair nos dois primeiros meses de vida?

A31%
B52%
C61%
D90%

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
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Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆◆◆◆293031

Dia 5 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

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dias feitos
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pra fechar

Presença por clique, voto ou quiz. Sem folga na maratona: o seguro do mês cobre 1 dia.

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Evidência, não achismo

Boa saúde.

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