Desfibrilador implantável pode ajudar pacientes mais jovens com coração mais fraco
Um estudo com mais de dez anos de acompanhamento indica que o desfibrilador cardioversor implantável (ICD) pode beneficiar pacientes mais jovens com disfunção cardíaca leve a moderada, um grupo que até agora não era o alvo principal dessa tecnologia. A pesquisa foi conduzida pelo professor Joseph Selvanayagam, cardiologista da Flinders University e do Heart & Vascular de Adelaide, na Austrália. Ele apresentou os resultados no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC 2026), em Munique, na sexta-feira. O trabalho também foi publicado na revista JAMA, o que reforça o peso científico do achado. O tempo de estudo, mais de uma década, é um dos pontos que os pesquisadores destacam como diferencial em relação a outras pesquisas do tipo. Na prática, o resultado abre caminho para que médicos considerem o implante em pacientes com quadros cardíacos mais brandos, e não só nos casos mais graves, ampliando as opções de tratamento potencialmente salva-vidas para esse grupo mais jovem. Para o paciente, a expectativa é de mais uma alternativa concreta de prevenção, num campo em que decisões sobre implantar ou não um desfibrilador costumam pesar risco cirúrgico contra risco de eventos cardíacos graves.
Se confirmado na prática clínica, o achado amplia quem pode se beneficiar do desfibrilador implantável, hoje reservado a casos mais graves.
Fonte: Medical Xpress
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